A Polícia Civil de Roraima (PCRR) concluiu a Operação Cerco Fechado, realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO). A ação resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em Roraima e seis no Amazonas, em residências de pessoas envolvidas no apoio logístico e financeiro à fuga de quatro detentos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC) em setembro de 2024.
Uma enfermeira de 44 anos foi identificada como responsável por transportar os fugitivos da Vila Central, no Cantá, até Nova Colina, em Rorainópolis, utilizando um carro alugado exclusivamente para essa ação criminosa nos dias 5 e 6 de setembro de 2024.
Mensagens encontradas nos celulares apreendidos indicam que a mulher atuava como parte operacional do grupo criminoso, recebendo ordens de lideranças da facção, armazenando armas, distribuindo entorpecentes e repassando valores vinculados ao tráfico para contas utilizadas na lavagem de dinheiro da facção.
Resultados da operação
Em Boa Vista e no Cantá, celulares foram apreendidos com investigados já identificados pela DRACO, responsáveis por prestar suporte aos foragidos. Em Rorainópolis, um investigado teve o celular apreendido, enquanto o segundo alvo está foragido após agredir sua companheira. A ação no Amazonas foi realizada em conjunto com a Polícia Civil daquele Estado, resultando na localização de quatro investigados que tiveram celulares e documentos apreendidos.
A investigação
O inquérito policial apura a atuação da organização criminosa que operou a fuga dos detentos do Comando Vermelho, sendo que três foram recapturados em setembro de 2024, e o quarto foi preso recentemente pela SEJUC. A investigação identificou a participação de mais 14 pessoas no crime, incluindo uma mulher investigada que reside no Amazonas e não foi encontrada. De acordo com o delegado Wesley de Oliveira, a ação representou um passo importante no mapeamento da estrutura criminosa que apoiou a fuga dos presos. Ele afirmou que o objetivo da operação foi “debelar” essa estrutura que apoiava a organização criminosa.
A investigação e a operação foram presididas pelo delegado Wesley Costa de Oliveira, com a participação de outros delegados em diferentes municípios de Roraima.

