O acidente vascular cerebral (AVC), comumente chamado de derrame, continua a ser uma das principais razões para morte e incapacitação tanto no Brasil quanto globalmente.
Nos últimos anos, um fenômeno tem despertado a atenção dos especialistas: o crescimento do número de casos entre indivíduos mais jovens e a lentidão no reconhecimento dos sinais da doença, mesmo quando estes são evidentes.
Independentemente da idade, o AVC possui diversos fatores de risco que podem ser geridos. Entre eles estão hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade e falta de atividade física. Sintomas como tontura, fraqueza e dormência também podem indicar a ocorrência de um AVC.
Informações da Agência Brasil revelam que no Brasil ocorre uma morte por AVC a cada seis minutos.
Entre os anos de 2019 e 2024, o Brasil contabilizou mais de 85 mil internações relacionadas ao AVC, resultando em despesas hospitalares que ultrapassam R$ 910 milhões.
O neurologista André Lima se pronunciou sobre o tema:
“O acidente vascular cerebral refere-se à redução do fornecimento de oxigênio e glicose em uma área específica do cérebro. Isso pode ocorrer devido à falta de sangue no caso do AVC isquêmico ou pela ruptura de vasos sanguíneos no AVC hemorrágico. As origens são variadas, incluindo predisposições genéticas e condições autoimunes, além de doenças que afetam as artérias cerebrais.”
Dados do Ministério da Saúde indicam um aumento alarmante de cerca de 59% nas internações por AVC entre pessoas com menos de 39 anos na última década.
De acordo com especialistas, questões como pressão alta, obesidade, sedentarismo, tabagismo, estresse prolongado, alimentação inadequada, diabetes e níveis elevados de colesterol têm contribuído significativamente para esse fenômeno.
Existem dois tipos principais da condição: o AVC isquêmico, que ocorre devido à obstrução dos vasos sanguíneos no cérebro e representa a maioria dos casos; e o AVC hemorrágico, causado pelo rompimento desses vasos e geralmente associado a consequências mais severas.
Em pacientes mais velhos, o AVC está tipicamente relacionado ao processo natural de envelhecimento vascular e ao acúmulo de doenças crônicas ao longo da vida.
André Lima também oferece outras recomendações:
“Embora existam fatores genéticos que possam contribuir para o AVC, é crucial focar na prevenção. Isso envolve promover a prática regular de exercícios físicos e uma dieta saudável que minimize o consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados. Também é essencial reduzir o uso do tabaco e substâncias ilícitas, especialmente entre os jovens.”
Fonte: Rádio Agência
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