domingo, 07 de junho de 2026
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Aconteceu

Justiça de Roraima impõe penas superiores a 54 anos a membros do PCC na Operação Fim de Dança

Uma operação realizada pela Polícia Civil, sob a supervisão da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (DRACO), resultou na condenação de seis membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) em duas ações judiciais separadas. As penas somadas ultrapassam 54 anos, três meses e 13 dias de detenção, além de um ano em regime semiaberto e 4.695 dias-multa.

Os condenados incluem R.A.X., conhecido como “Sorriso Maroto”; T.S.J.I., chamada de “Allanna”; C.R.S., que atende pelos nomes “Kauany” e “Isa Maroto”; G.L.S., apelidado de “Profeta”; E.W.C.P.; e J.D.A.S., que foi condenado em dois processos distintos relacionados à operação.

Investigação Inicial

O início das investigações se deu com a prisão de R.A.X. na cidade de Caracaraí. A partir da análise do material coletado e outras ações realizadas pela DRACO, os investigadores conseguiram traçar a hierarquia da facção criminosa, identificando as funções desempenhadas por cada membro.

Conforme a decisão judicial, R.A.X. ocupava o posto de “Geral da FM”, sendo responsável pela gestão do tráfico de drogas, pelo controle do chamado “cofre central” e pela coordenação dos pontos de venda de entorpecentes.

Por sua vez, T.S.J.I., conhecida como “Allanna”, colaborava na administração dos lojistas e na supervisão do depósito onde as drogas eram armazenadas. C.R.S., que responde pelos apelidos “Kauany” e “Isa Maroto”, atuava como “Geral da Feminina de Roraima”, além de gerenciar um ponto específico para a venda de drogas.

Enquanto isso, G.L.S., conhecido como “Profeta”, era responsável por uma das “lojinhas” da facção. E.W.C.P. exercia funções relacionadas ao “Restrito da FM” e ao “Guarda-Roupa”, enquanto J.D.A.S. mantinha o principal depósito de entorpecentes da organização em sua propriedade rural.

As penas impostas variam entre oito a quase dez anos. R.A.X. foi sentenciado a oito anos e seis meses de reclusão; T.S.J.I. e C.R.S. receberam penas idênticas, totalizando nove anos, um mês e sete dias cada uma. G.L.S. foi condenado a oito anos, dois meses e 15 dias; E.W.C.P. recebeu uma pena correspondente a nove anos, 11 meses e sete dias; finalmente, J.D.A.S. obteve uma condenação total de nove anos, cinco meses e sete dias, além de um ano em regime semiaberto.

Detalhes sobre a Operação

A primeira fase da Operação Fim de Dança foi deflagrada em maio de 2025. Na ocasião, mais de 150 policiais civis cumpriram 24 mandados para busca e apreensão, além de cinco ordens de prisão nos municípios de Boa Vista, Caracaraí, Mucajaí, Iracema e Rorainópolis.

Durante essa operação inicial, os agentes conseguiram apreender drogas, armas, munições, celulares e outros materiais que fortaleceram as provas apresentadas nas ações judiciais subsequentes.

A coordenação ficou a cargo da DRACO com suporte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), da Promotoria da cidade de Caracaraí do Ministério Público do estado e também com apoio das unidades especializadas da Polícia Civil.

O delegado Wesley Costa de Oliveira afirmou que essas condenações evidenciam a relevância do trabalho conjunto entre as diferentes instituições no combate às facções criminosas.

“Essas sentenças demonstram o alto padrão das investigações feitas pela Polícia Civil e sublinham a importância da colaboração entre a Polícia Civil, o Ministério Público e o Judiciário no enfrentamento ao crime organizado”, declarou ele.

Além disso, o delegado ressaltou que novas vertentes surgiram nas investigações após essa etapa inicial da operação.

Conforme Wesley Costa de Oliveira explicou, os dados coletados durante as apurações permitiram um aprofundamento nas investigações e ampliação das ações contra a facção criminosa identificada.

Desdobramentos

As investigações prosseguiram levando à realização da Operação Fim de Dança II em novembro de 2025. Esta fase é considerada a maior ação já executada pela Polícia Civil contra uma facção criminosa até então. Mais de 300 policiais civis foram mobilizados para cumprir 77 ordens judiciais tanto em Roraima quanto em São Paulo.

A segunda fase resultou na detenção de 26 integrantes da facção criminosa e atingiu simultaneamente os núcleos operacionais e financeiros do grupo criminoso.

Fonte: Da Redação

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