O agronegócio, que abrange todos os aspectos desde a genética das sementes até as percepções dos consumidores, está se conectando de maneira cada vez mais intensa. As associações que os consumidores fazem entre alimentos, flores, energia renovável e meio ambiente agora estão profundamente ligadas à sua origem.
De forma geral, os agricultores estão sendo reconhecidos como pilares globais da saúde do planeta em um contexto amplo. Assim, a visão sobre a agropecuária não deve mais se basear na exploração que caracterizou o passado, com exceções raras.
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Atualmente, supermercados, redes de fast food, serviços de entrega e marcas agroindustriais exigem uma nova abordagem. O carbono invisível agora é visível e a rastreabilidade será garantida através de sistemas de inteligência artificial que podem ser acessados via QRCode em embalagens. Isso inclui informações sobre a origem do produto e quem o produziu, seja no e-commerce mundial ou nas feiras locais.
Não haverá espaço para manipulações dentro dessa cadeia produtiva interligada. A responsabilidade social estará refletida nas marcas e será avaliada pelo consumidor consciente. Desde a mentalidade dos clientes até os avanços na genética das sementes, tudo fará parte dessa nova forma de “accountability” com precisão extrema.
Ao formularem planos para o futuro do agronegócio tropical brasileiro, as lideranças precisam ter uma visão ousada que traga valor imediato. As novas gerações demandarão uma relação harmoniosa com a natureza e um enfoque na bio beleza, onde vida e saúde se entrelaçam. Precisamos ir além das ferramentas logísticas tradicionais e dos sistemas governamentais voltados apenas para os agricultores, focando também em pesquisas que melhorem a nutrição do solo.
A revolução genética promete ser transformadora. Visualizo jovens técnicos ou agricultores engajados em diálogos digitais que combinam inteligência humana e artificial. Essa conexão permitirá edições gênicas personalizadas por geneticistas ao redor do mundo para atender às necessidades específicas do mercado agrícola local.
Do cultivo à compreensão do consumidor, no agronegócio não há espaço para desinformação. O futuro já é uma realidade presente. É hora de reavaliar o que entendemos por planejamento estratégico tanto no setor público quanto no privado relacionados ao agro.
*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.
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