Recentemente, a Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Caracaraí, efetuou a prisão em flagrante de um caseiro de 50 anos, sob a acusação de ameaçar e agredir fisicamente sua companheira de 37 anos.
Segundo informações fornecidas pela delegada adjunta de Caracaraí, Ariane Zanette, a vítima procurou a delegacia relatando que vinha sofrendo repetidas agressões físicas e psicológicas, além de ameaças de morte feitas pelo companheiro, com quem convive há aproximadamente três anos.
A vítima contou que as agressões eram frequentes, especialmente quando o agressor estava embriagado. Desta vez, as ameaças se intensificaram e houve uma tentativa de agressão mais séria, colocando a vida da vítima em perigo.
O casal trabalha como caseiro em uma fazenda da região. Durante uma discussão originada pelo consumo de álcool pelo agressor, ele ameaçou a vítima com uma faca e posteriormente com um facão, declarando que a mataria se ela não saísse do local. A vítima tentou fugir em direção à rodovia, mas foi alcançada e agredida com golpes, que poderiam ter sido mais graves se a lâmina do facão não tivesse se soltado. Mesmo assim, o agressor continuou a atacar a vítima com um cabo de vassoura na cabeça.
A vítima conseguiu escapar e pedir ajuda, sendo socorrida por um caminhoneiro que passava pela estrada. A Polícia Civil agiu rapidamente e prendeu o agressor em flagrante na fazenda.
Após o resgate, a mulher foi levada ao Hospital de Caracaraí para tratamento médico e exame de corpo de delito, onde permaneceu em observação.
O agressor foi detido e o Auto de Prisão em Flagrante foi emitido por lesão corporal e ameaça, com base na Lei Maria da Penha. A vítima ainda solicitou uma Medida Protetiva de Urgência. O agressor compareceu à Audiência de Custódia, teve a prisão em flagrante homologada e convertida em prisão preventiva, sendo encaminhado ao Sistema Prisional.
A delegada Ariane Zanette enfatizou que a Polícia Civil está comprometida em investigar todo tipo de violência contra as mulheres e continuará agindo com rigor em casos de agressão doméstica. O apoio e a denúncia das vítimas são essenciais para salvar vidas.
Fonte: Da Redação

