O Brasil está prestes a assumir a terceira posição no ranking mundial de exportadores de carne suína. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, as projeções indicam que o Brasil alcançará a marca de 1,4 milhão de toneladas, ultrapassando o Canadá, que deve encerrar o ano com cerca de 1,3 milhão de toneladas.
Produção brasileira cresce e exportações também
A produção nacional deve chegar a 5,55 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 4,6% em relação ao ano anterior. Para o próximo ano, a estimativa é de um crescimento de 2,7%, atingindo até 5,7 milhões de toneladas. Santin destaca que o ritmo mais moderado de crescimento se deve ao aumento do peso médio dos animais.
Isso resultará em uma disponibilidade positiva no mercado interno, com um consumo estimado de até 9,5 quilos por habitante em 2026.
Além disso, as exportações estão em ascensão, com um aumento de 10% previsto para este ano, totalizando 1,45 milhão de toneladas, podendo chegar a 1,55 milhão de toneladas no próximo ano, representando um aumento de 4%.
Europa enfrenta queda e novos casos de peste suína africana
O Brasil está se beneficiando da queda nas exportações dos concorrentes, como a União Europeia, que está lidando com novos casos de peste suína africana. A Espanha, maior exportadora do bloco, enfrenta restrições comerciais devido à presença da doença em javalis selvagens.
Esses eventos estão abrindo espaço para o produto brasileiro no mercado internacional, apesar de não ser motivo de comemoração para a indústria brasileira.
EUA e Canadá perdem ritmo de exportação
Os Estados Unidos e o Canadá também estão perdendo fôlego nas exportações de carne suína. Nos EUA, as exportações caíram 3,5% de janeiro a julho, enquanto no Canadá, o crescimento inicial foi seguido por quedas nas exportações. Essa situação abre espaço para o Brasil assumir a terceira colocação no ranking mundial.
China mantém demanda estável e pode ampliar espaço para o Brasil
A China continua mantendo uma demanda estável por carne suína, importando entre 1,3 milhão e 1,5 milhão de toneladas. Com a possibilidade de habilitação de novas plantas brasileiras, o país pode aumentar sua presença no mercado chinês, aproveitando a demanda por miúdos, que representam 52% das importações chinesas.
Filipinas permanecem como maior importador do Brasil
As Filipinas continuam sendo o principal destino da carne suína brasileira, importando 680 mil toneladas até setembro, um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Com 42% de participação nesse mercado, o Brasil deve manter sua posição como o maior fornecedor de carne suína para as Filipinas pelos próximos anos.
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