Durante a semana, os valores da soja no Brasil apresentaram uma tendência de alta, impulsionados pela recuperação dos preços na Bolsa de Chicago, pela valorização do dólar em relação ao real e pela persistência de prêmios robustos nos portos. Esse contexto favoreceu as vendas da oleaginosa, embora os negócios tenham sido limitados e pontuais.
Nas principais regiões produtoras do país, os preços mostraram um incremento. Em Passo Fundo (RS), o valor da saca de 60 quilos subiu de R$ 125,50 para R$ 127,00. Em Cascavel (PR), houve um aumento de R$ 121,00 para R$ 121,50. Em Rondonópolis (MT), o preço foi de R$ 111,00 para R$ 113,00 por saca. No Porto de Paranaguá (PR), a cotação se manteve estável em R$ 132,50.
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Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja com vencimento em julho na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram a semana com um aumento de 0,76%, pondo fim a uma sequência de quedas. Na conclusão da quinta-feira (18), o bushel foi negociado a US$ 11,22.
O analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, comentou que essa elevação foi impulsionada principalmente pelas expectativas referentes ao aumento da demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos e pela possibilidade de novos acordos comerciais entre os EUA e a União Europeia.
“O mercado apresenta uma nova alta devido às expectativas envolvendo a demanda chinesa e também à possibilidade de novos tratados comerciais entre EUA e UE, o que gera uma percepção mais robusta em relação à demanda por soja”, afirmou.
Apesar do aumento nos preços, os lucros ainda são limitados pelo cenário global de oferta abundante e pelo bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, fatores que continuam exercendo pressão sobre o mercado.
Cenário no Brasil
Conforme Silveira destaca, o Brasil continua com um ritmo forte nas exportações e preços competitivos nos portos, condição que deve permanecer até pelo menos metade de julho. Entretanto, ele alerta para possíveis alterações no comportamento dos prêmios nos próximos meses.
“Entretanto, espera-se que a curva dos prêmios comece a apresentar mudanças mais significativas a partir de agosto, resultando em diferenças mais acentuadas entre os prêmios brasileiros e americanos”, enfatizou.
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