Kleber Siqueira, ex-vereador de Boa Vista, está de volta à arena política e se lançou como candidato a deputado estadual pelo partido Podemos. Em sua declaração de bens ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ele revelou um patrimônio modesto de apenas R$ 1,2 mil.
Essas informações estão disponíveis no DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que fornece dados abrangentes sobre os candidatos, suas finanças e os partidos a que pertencem.
Em sua prestação de contas à Corte Superior, Siqueira apresentou um saldo de R$ 1.193,30 em conta corrente e R$ 30,29 em uma caderneta de poupança na Caixa Econômica Federal.
O retorno de Kleber à disputa eleitoral ocorre após uma carreira política repleta de controvérsias. Conhecido pelo apelido Klebinho, ele foi preso em 2022 devido a crimes de trânsito e ofensas a policiais militares, resultando na perda dos seus direitos políticos. Em abril de 2024, o TRE emitiu uma certidão que invalidou seu direito de votar ou regularizar sua situação eleitoral enquanto durasse o impedimento e determinou seu afastamento do cargo.
No entanto, poucos dias depois, uma nova determinação judicial suspendeu o afastamento, permitindo que Kleber continuasse exercendo suas funções até que seu caso fosse analisado com mais profundidade. Naquele momento, sua condenação estava sendo revisada.
Controvérsias adicionais
Além da condenação recente, Siqueira já havia se envolvido em outras situações complicadas. Em abril de 2021, durante a crise sanitária provocada pela Covid-19, a Polícia Militar interrompeu uma festa clandestina que reunia cerca de 300 pessoas. Nesse episódio, ele teria estacionado seu veículo na contramão para obstruir a passagem das viaturas da fiscalização e acabou discutindo com um policial militar.
Em investigações anteriores, a Polícia Federal encontrou uma arma na residência de Klebinho durante a Operação Déjà Vu, que investigava um suposto esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2020. A operação incluiu um mandado de busca e apreensão na casa do então vereador.
Além disso, Siqueira foi preso em 2018 pela Polícia Federal durante a Operação Escuridão, que desmantelou um esquema responsável pelo desvio de aproximadamente R$ 70 milhões destinados ao sistema penitenciário para pagamentos ilícitos e enriquecimento pessoal.
