Iniciou-se nesta segunda-feira, 24, em Roraima e em diversas partes do Brasil, a Mobilização Nacional para Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Essa ação tem como objetivo aumentar as chances de identificar e localizar indivíduos que estão desaparecidos, proporcionando respostas às famílias afetadas. O evento se estenderá até a próxima sexta-feira, 28, e disponibiliza 342 locais de coleta em diferentes regiões do país.
O processo é gratuito e deve ser realizado preferencialmente por parentes de primeiro grau, seguindo a seguinte ordem: pais biológicos, filhos biológicos e o outro genitor do desaparecido; além dos irmãos biológicos que compartilham os mesmos pais.
Pontos de coleta em Roraima
Para efetuar a coleta de DNA, os familiares devem se dirigir a um dos postos disponíveis, apresentando um documento de identificação e informações sobre o Boletim de Ocorrência (BO) relacionado ao desaparecimento, incluindo número do BO, estado e delegacia responsável. Embora não seja obrigatório, recomenda-se levar uma cópia do boletim.
Na cidade de Boa Vista, a coleta acontece no Instituto de Criminalística Perito Criminal Dimas Almeida, situado na rua José Pinheiro, número 952, no bairro Liberdade. O CEP é 69309-310. Para mais informações, o posto disponibiliza o e-mail [email protected] e o telefone (95) 99121-3379. A responsável pelo local é Érica de Oliveira Veras da Luz.
Em Rorainópolis, o serviço é oferecido no Núcleo Regional de Perícia Forense, localizado na Avenida Doutora Yandara, sem número, no bairro Pantanal. O CEP dessa unidade é 69373-000.
Caso algum familiar já tenha fornecido material genético anteriormente, não será necessário repetir o procedimento. A coleta pode ser realizada em qualquer ponto disponível e não precisa ser no local onde ocorreu o desaparecimento. Nesses casos, é importante que o familiar informe aos profissionais sobre a situação. Confira aqui os pontos de coleta pelo Brasil.
Como funciona a coleta de DNA
Durante a coleta, um perito usa um cotonete para obter uma amostra da mucosa interna da bochecha, sem necessidade de retirar sangue. O material coletado possibilita comparações com perfis genéticos de pessoas encontradas — sejam elas vivas ou falecidas — cuja identidade ainda não foi confirmada. Os perfis obtidos dos familiares são integrados aos bancos de dados estaduais e nacional de DNA, aumentando assim as chances de identificar e localizar pessoas desaparecidas.
Quem pode
A coleta deve ser feita preferencialmente por familiares diretos na seguinte sequência:
- pais biológicos;
- filhos biológicos;
- outro genitor do desaparecido;
- irmãos biológicos que sejam filhos dos mesmos pais.
Caso algum familiar não consiga comparecer a um dos pontos designados para a coleta, é recomendado entrar em contato com o posto mais próximo para verificar alternativas para viabilizar o procedimento. Não existe um prazo estabelecido para realizar a coleta de DNA; os familiares podem doar amostras em qualquer momento após o desaparecimento da pessoa.
Alguns exemplos de materiais que podem ser utilizados incluem:
- escova dental;
- aparelho de barbear;
- dente decíduo;
- cordão umbilical.
Esses itens podem ajudar na obtenção das informações genéticas necessárias para facilitar o processo identificatório. Uma vez que a pessoa desaparecida tenha sua identidade confirmada, será elaborado um laudo oficial que será encaminhado à delegacia responsável pelo caso. Posteriormente, a equipe policial fará contato direto com a família para informar sobre os resultados e orientar os próximos passos.
Fonte: Da Redação
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