A jovem catarinense Débora Bourcheidt é um exemplo de que a paixão pelo campo é algo que pode ser transmitido de geração em geração. Aos 16 anos, ela teve seu primeiro emprego na granja de suínos da família e, desde então, se dedicou integralmente a essa atividade.
Em 2002, seus pais e tios construíram uma granja para 250 matrizes em Santa Fé Baixa, Itapiranga, em Santa Catarina. Ao longo dos anos, o espaço foi se expandindo e hoje abriga cerca de 2.300 suínos, com um projeto em andamento para chegar a mais de 3 mil animais.
“Nós temos oito galpões de suínos e agora estamos construindo o nono. Já são 23 anos desde o início da granja, e desde pequena estou envolvida. Meus pais sempre me levavam para ajudar, cuidar dos animais, e hoje eu me encarrego de várias responsabilidades, como supervisionar os funcionários, fazer o trabalho de escritório, lançamentos e planilhas, além de auxiliar em diversas atividades na granja”, conta Débora.
Ela menciona que, ao iniciar seu trabalho na granja, passou a estudar à noite. Seus planos para o futuro incluem continuar a tradição familiar na atividade suinícola e, talvez, cursar medicina veterinária para adquirir mais conhecimento na área. No entanto, seu foco principal é permanecer na granja e trabalhar ao lado de sua família.
A granja conta com cerca de 15 funcionários, além dos membros da família de Débora. Ela destaca que outros primos estão se interessando cada vez mais pela atividade e auxiliando no dia a dia. “Há mais de 20 anos que minha família está envolvida na suinocultura, e a sucessão familiar é algo muito forte para nós. Vamos continuar lutando pelo legado que foi construído e fortalecendo o agronegócio em nossa região”, conclui.
O conteúdo original foi publicado no site Canal Rural e fala sobre a gestão de funcionários e a participação de uma jovem na rotina de uma granja suína familiar.

