A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) está otimista em relação às conversas entre Brasil e Estados Unidos, com a expectativa de avanços na redução ou eliminação de tarifas aplicadas ao pescado brasileiro. O tema ganhou destaque após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o norte-americano Donald Trump, ocorrido recentemente na Malásia.
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Setor busca reduzir barreiras tarifárias
Os Estados Unidos representam o principal mercado para as exportações brasileiras de pescado, porém o setor enfrenta obstáculos devido às tarifas que encarecem o produto no âmbito internacional. De acordo com a Abipesca, essas taxas dificultam a competitividade das empresas nacionais, principalmente aquelas que atuam na exportação de peixes congelados e enlatados.
O presidente da Abipesca, Eduardo Lobo Naslavsky, considera que o diálogo direto entre os dois governos é fundamental para melhorar as relações comerciais. Ele enfatizou que o setor enxerga com otimismo a possibilidade de recuperar um ambiente mais favorável para o comércio bilateral.
Potencial do pescado brasileiro
O Brasil exporta uma diversidade de espécies de pescado, com ênfase em tilápia, camarão e peixes de captura oceânica. A Abipesca destaca que o país tem capacidade de aumentar a oferta para o mercado norte-americano, desde que exista um ambiente tarifário mais equilibrado.
Nesse sentido, Naslavsky defende que um acordo entre os governos poderia estabelecer condições “justas e equilibradas” para o setor, promovendo a geração de empregos e renda nas regiões produtoras.
“O pescado brasileiro é reconhecido internacionalmente pela qualidade e sustentabilidade. A remoção de barreiras é essencial para que ele recupere sua posição nos Estados Unidos”, afirmou.
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