Depois de três meses seguidos em declínio, o setor avícola brasileiro registrou sua primeira alta de preços em 2026. Um levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgado nesta quinta-feira (8), revelou que abril terminou com aumento nas cotações de todos os produtos da cadeia produtiva do frango.
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A análise realizada pelos pesquisadores do Cepea aponta que esse movimento foi impulsionado principalmente pela elevação da demanda interna por carne de frango, além dos reajustes nos custos de transporte, que foram impactados pela alta nos preços dos combustíveis.
No final de abril, na Grande São Paulo, o preço médio do frango inteiro congelado foi de R$ 7,16 por quilo, representando um aumento de 7,4% comparado a março. Apesar dessa recuperação nos valores, os preços ainda estão abaixo dos registrados no mesmo período do ano anterior e também inferiores à média observada em janeiro deste ano, quando o produto alcançou R$ 7,47/kg considerando a correção pelo IPCA de março de 2026.
O Cepea indica que desde dezembro, o preço do frango congelado já acumula uma desvalorização real de 8,9%.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a valorização dos preços ganhou força especialmente no final da primeira quinzena de abril, um período que costuma ser caracterizado pelo aumento na demanda devido ao pagamento dos salários.
Além disso, a elevação nos preços dos combustíveis encareceu os custos logísticos e afetou o transporte da proteína, contribuindo para a alta do produto no mercado interno.
Entretanto, na segunda metade do mês, os feriados nacionais como Tiradentes em 21 de abril e o Dia do Trabalho em 1º de maio diminuíram a intensidade da demanda e provocaram ajustes pontuais nos preços da carne de frango.
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