
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, falou sobre o papel do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) no fortalecimento dos pequenos negócios no estado e as oportunidades para a área turismo de fronteira. A entrevista foi concedida de forma exclusiva ao Roraima em Tempo nessa quarta-feira, 9.
A linha de crédito já movimentou R$ 2,64 milhões em financiamentos em 2026. Como resultado, já beneficiou principalmente micro e pequenas empresas, impulsionando a modernização de empreendimentos turísticos, a geração de empregos e a competitividade do setor.
Segundo o ministro, 81,25% das operações em financiamento, atenderam micro e pequenos negócios. O que reforça a capacidade dessas empresas de investir, melhorar serviços e ampliar sua competitividade no mercado turístico.
“Esse crédito desburocratizado chega na ponta, permitindo que pequenas pousadas, restaurantes, bares e outras várias atividades tenham mais estrutura para bem receber quem visita o estado. O Fungetur contribui fortemente para ampliar o turismo local, favorecendo a procura de visitantes pelos atrativos de Boa Vista, da Serra do Tepequém e do Monte Roraima. Nosso trabalho busca transformar todo esse potencial natural em desenvolvimento real, com geração de emprego, renda e inclusão“, explicou.
Segmentos
Do mesmo modo, Gustavo Feliciano apontou que os financiamentos alcançaram diferentes segmentos da cadeia turística. Contudo, o destaque ficou para restaurantes, cafeterias, bares e similares, que concentraram 7 das 16 operações realizadas, o equivalente a mais de 43% do total. Em seguida aparecem as agências de turismo, com 4 operações, além de meios de hospedagem, transportadoras turísticas e empresas de infraestrutura de apoio a eventos.
“Os números demonstram que o setor está investindo tanto na melhoria da experiência do visitante quanto no fortalecimento da estrutura necessária para atender ao crescimento da demanda turística”.
Atrativos
Entre os diferenciais do Fungetur, estão a possibilidade de financiar até R$ 15 milhões, com taxas de juros de até 5% ao ano acrescidas do INPC, além de prazos que podem chegar a 120 meses, para a aquisição de bens e capital de giro, e a até 240 meses para obras, reformas e ampliações, com carência de até cinco anos.
“Os recursos beneficiam empresas de diversos portes e segmentos, contribuindo para a geração de emprego, aumento da renda e o fortalecimento da infraestrutura turística”, disse.
Turismo na fronteira
Além disso, o ministro lembra que ocorreu o anúncio de um plano de ação para impulsionar o turismo de fronteira. “Roraima ocupa uma posição privilegiada no cenário nacional. Isso por fazer fronteira com a Guiana e a Venezuela, o que lhe confere um enorme potencial para o turismo de integração regional. O diagnóstico permitirá identificar vocações, atrativos e oportunidades de cooperação entre os países vizinhos, para que possamos superar barreiras relacionadas à infraestrutura, conectividade aérea e à promoção conjunta de destinos.”
Conforme ele, a partir de um levantamento, é possível definir políticas públicas mais eficazes, valorizando as culturas locais, a preservação ambiental e a integração fronteiriça.
“A expectativa é que essas medidas fortaleçam o fluxo de visitantes. Bem como ampliem as oportunidades de negócios e reforcem a geração de emprego e renda para as comunidades locais de Roraima”, finalizou.
Fonte: Da Redação
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