quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Agricultura

Brasil em alerta: Ciclone avança e frente fria se aproxima, mudança drástica no tempo está a caminho

A previsão do tempo entre os dias 6 e 10 de abril indica uma virada nas condições do tempo em grande parte do Brasil. A atuação de áreas de baixa pressão, a formação de um ciclone extratropical no Sul e o avanço de uma frente fria pelo Sudeste devem espalhar chuvas e elevar o risco de temporais, ao mesmo tempo em que favorecem a umidade do solo em áreas produtoras.

Sul

A manhã começa com tempo mais firme, com chuva fraca no litoral do Rio Grande do Sul, sul de Santa Catarina e áreas do leste paulista. Ao longo do dia, a atuação de uma baixa pressão sobre o Paraguai, associada a um cavado em médios níveis, aumenta as instabilidades no Rio Grande do Sul.

A chuva varia de moderada a forte na metade sul do estado, com risco de temporais isolados. Entre Santa Catarina e Paraná, a precipitação ocorre de forma fraca a moderada, principalmente no litoral, enquanto no interior as pancadas são mais isoladas.

O calor ainda predomina, com temperaturas mais amenas no sul gaúcho. O mar segue mais agitado ao longo do litoral da região.

Na região, o principal ponto de atenção é a formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina a partir de terça-feira. O sistema deve provocar temporais nos três estados, com risco de granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h até quarta-feira.

Apesar de prejudicar os trabalhos em campo, a chuva é considerada positiva para as áreas produtoras, com acumulados próximos de 70 mm em 48 horas, revertendo o déficit hídrico em lavouras em fase final de desenvolvimento. Após a passagem do sistema, o ar frio predomina, com mínimas entre 10°C e 14°C entre quinta e sexta-feira, sem risco de geadas.

O tempo no Sudeste

A manhã começa com tempo mais firme, com chuva fraca em áreas do leste de Minas Gerais, Espírito Santo e sul de São Paulo.

Ao longo do dia, a influência marítima mantém a instabilidade no Rio de Janeiro, Espírito Santo e litoral paulista, enquanto a umidade favorece pancadas em Minas Gerais e no interior de São Paulo, com chuva moderada a forte em alguns pontos.

O tempo segue firme em outras áreas, com predomínio de calor, embora as temperaturas sejam mais agradáveis nas áreas litorâneas e no sul de Minas. O mar também deve ficar mais agitado no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A semana será marcada pelo avanço de uma frente fria a partir de quarta-feira, espalhando chuva por toda a região. Os volumes devem ficar entre 30 mm e 40 mm, mantendo a boa umidade do solo sem prejudicar as operações no campo e reduzindo o calor, com máximas próximas de 25°C. A tendência é de diminuição das chuvas apenas na segunda semana de maio.

Pancadas de chuva no Centro-Oeste

Ao longo do dia, a presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai, combinada com calor e umidade, aumenta as instabilidades em Mato Grosso e Goiás, com chuva de fraca a moderada intensidade e pontos mais intensos. Há previsão de pancadas de chuva desde cedo no leste de Mato Grosso e norte de Goiás.

Em Mato Grosso do Sul, a chuva ocorre de forma mais isolada. No restante da região, o tempo segue firme, com temperaturas elevadas.

Os volumes da semana devem ficar entre 30 mm e 40 mm, garantindo boa umidade do solo sem comprometer as operações em campo. As condições favorecem o desenvolvimento do milho segunda safra e a manutenção das pastagens. A tendência também indica redução das chuvas a partir da segunda semana de maio.

Tempo quente e seco no Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical segue favorecendo instabilidades no litoral norte, enquanto a influência marítima mantém chuva no litoral leste.

Ao longo do dia, as pancadas aumentam em estados como Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, com chuva moderada a forte e risco de temporais, especialmente no litoral baiano.

Boas chuvas devem predominar no oeste da Bahia e em estados como Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, com acumulados entre 40 mm e 50 mm, contribuindo para a manutenção da umidade do solo sem prejudicar os trabalhos no campo.

Por outro lado, Sergipe, Alagoas e o leste da Bahia devem enfrentar condições mais quentes e secas, com volumes entre 10 mm e 15 mm, elevando apenas a umidade relativa do ar. A partir da segunda quinzena de abril, as ondas de leste devem intensificar as chuvas nessas áreas. Para outras regiões, a tendência é de redução das precipitações no fim do mês.

Previsão para o Norte

A umidade elevada mantém pancadas de chuva desde cedo no Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins, enquanto a ZCIT continua atuando no Amapá e no litoral do Pará.

Ao longo do dia, as instabilidades aumentam, com chuva moderada a forte e risco de temporais isolados em grande parte da região. O tempo segue abafado.

As chuvas continuam garantindo boa umidade para as áreas produtoras e mantendo as pastagens.

Os maiores volumes devem se concentrar no Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará, com acumulados próximos de 100 mm, o que pode atrasar os trabalhos em campo.

Já no Acre, Rondônia, restante do Pará e Tocantins, os volumes entre 30 mm e 40 mm favorecem o desenvolvimento das lavouras sem grandes prejuízos às operações agrícolas.

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