Na última sexta-feira, dia 15, a Polícia Civil de Roraima realizou a exumação do corpo do bebê Arthur Joaquim Nunes Araújo, que faleceu ainda no útero materno em 30 de abril de 2026. Essa ação foi motivada por uma ordem judicial oriunda de uma denúncia que aponta possíveis falhas na assistência médica prestada na maternidade localizada em Rorainópolis, no sul do estado.
A mãe do bebê formalizou um boletim de ocorrência onde descreveu as deficiências no atendimento que recebeu na unidade de saúde. Segundo seu relato, ao chegar à maternidade no dia 28 de abril, por volta das 20h30, apresentava sinais indicativos de trabalho de parto, mas acabou sendo liberada.
Duas dias depois, ela retornou à maternidade em condição crítica, e os exames realizados constataram a falta de sinais vitais do bebê. A polícia informou que, mesmo diante dessa situação alarmante, houve uma demora na realização de avaliações complementares.
A Polícia Civil apontou que o estado avançado de decomposição do corpo dificultou a determinação imediata da causa da morte. A perícia efetuou todos os procedimentos técnicos necessários para a coleta de amostras, e agora aguarda os resultados das análises laboratoriais e periciais.
Os laudos a serem gerados irão esclarecer não apenas a causa do falecimento, mas também investigar possíveis indícios de asfixia ou traumas, além de avaliar eventuais responsabilidades profissionais envolvidas no caso.
O ocorrido está sendo tratado como homicídio culposo e as investigações continuam enquanto se espera pelos laudos periciais finais.
Fonte: Da Redação
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