Nesta terça-feira (2), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou que as autoridades da China reconheceram o Brasil como um país livre de febre aftosa. Essa novidade foi celebrada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que acredita que isso terá um impacto positivo na suinocultura voltada para exportação. Com essa nova classificação sanitária, estados brasileiros que não tinham esse reconhecimento agora poderão acessar o mercado chinês com mais facilidade.
A ABPA informou que esse reconhecimento é fruto de negociações realizadas pelo Mapa em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com a colaboração da ApexBrasil, serviços estaduais de defesa agropecuária e representantes do setor produtivo. Essa mudança representa um fortalecimento do alinhamento sanitário entre Brasil e China, especialmente em um setor que depende de protocolos oficiais para liberar plantas e autorizar embarques.
Anteriormente, apenas Santa Catarina possuía o status de livre de febre aftosa sem vacinação reconhecido pelas autoridades chinesas, contando com 7 plantas autorizadas para exportação. Agora, com a nova decisão, outros estados como Rio Grande do Sul, que possui 8 plantas habilitadas, e Mato Grosso, com 1 planta, também se beneficiam imediatamente dessa nova condição.
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Com essa nova classificação, esses estados poderão exportar carnes com osso e miúdos externos, uma prática restrita a regiões com esse status sanitário. A ABPA estima que a expansão desse reconhecimento pode resultar em um aumento superior a 40 mil toneladas anuais nas exportações brasileiras de carne suína destinadas à China.
Ricardo Santin, presidente da ABPA, declarou que essa medida solidifica a confiança sanitária entre os dois países e cria novas oportunidades para toda a cadeia produtiva. Ele enfatizou também que esse reconhecimento fortalece a credibilidade do sistema brasileiro de defesa agropecuária.
A China continua sendo um mercado estratégico para proteínas animais neste momento. Para o setor suinícola, o impacto positivo dependerá da manutenção das habilitações já existentes e da possibilidade de novas autorizações para outras regiões do Brasil.
Do ponto de vista técnico e comercial, esse reconhecimento sanitário expande significativamente o potencial de oferta do Brasil ao mercado chinês. No entanto, a efetivação das novas vendas ainda está sujeita às regras de habilitação das plantas e aos procedimentos operacionais acordados entre os dois países.
Fonte: abpa-br.org
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