quinta-feira, 08 de outubro de 2026
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Alimentos

Vendas externas de ovos registram aumento de 29,4% em setembro, revela ABPA

No mês de setembro, as exportações brasileiras de ovos, englobando tanto produtos in natura quanto processados, totalizaram 2,686 mil toneladas. Esse volume representa um aumento de 29,4% em relação ao mesmo período de 2025, conforme divulgou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta quinta-feira (8). A receita obtida com essas vendas externas foi de US$ 5,866 milhões, marcando uma elevação de 6,0% quando comparada ao ano anterior.

Em setembro do ano passado, o Brasil havia exportado 2,076 mil toneladas e gerado uma receita de US$ 5,536 milhões.

No acumulado dos meses de janeiro a setembro de 2026, as exportações atingiram 22,669 mil toneladas. Este número é 34,1% menor do que o registrado no mesmo intervalo do ano anterior, quando foram enviadas 34,378 mil toneladas. A receita desse período foi de US$ 49,769 milhões, representando uma queda de 38,4% em comparação aos US$ 80,832 milhões obtidos no mesmo período de 2025.

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A ABPA esclarece que essa diminuição no total acumulado se deve à base comparativa com 2025, quando os Estados Unidos aumentaram significativamente suas importações de ovos brasileiros devido aos impactos da influenza aviária na oferta local. Entre janeiro e setembro daquele ano, o mercado americano adquiriu 19,515 mil toneladas do Brasil, enquanto no mesmo intervalo de 2026 esse número caiu para apenas 168 toneladas.

Ao excluir as exportações destinadas aos Estados Unidos nos dois períodos analisados, as vendas brasileiras cresceram expressivamente em 51,4%, passando de 14,863 mil toneladas em 2025 para 22,501 mil toneladas em 2026.

Os principais destinos das exportações em setembro foram liderados pelo Chile, que importou 1,204 mil toneladas — um crescimento impressionante de 201,3% em relação às 400 toneladas enviadas no mesmo mês do ano anterior. O Japão ficou em segundo lugar com a importação de 351 toneladas (queda de 49,3%); seguido pelo Equador com 300 toneladas; México com 244 toneladas (recuo de 2,6%); e Serra Leoa com a aquisição de 135 toneladas.

Ricardo Santin, presidente da ABPA, comentou que os resultados positivos das vendas em setembro e o aumento nas exportações para países como Chile e Equador demonstram uma diversificação nas rotas comerciais dos ovos brasileiros. Ele também destacou que a redução nas exportações acumuladas do ano é principalmente resultado da demanda excepcional dos Estados Unidos em 2025.

Fonte: Estadão Conteúdo

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