O Brasil realizou, na última semana, o envio da primeira carga de DDG (grãos secos de destilaria), subproduto do etanol de milho, para a China, de acordo com informações do Ministério da Agricultura. A remessa de 62 mil toneladas foi despachada pelo Porto de Imbituba, em Santa Catarina, pela empresa Inpasa, que já havia comunicado a transação previamente.
Esta é a primeira operação após a abertura do mercado chinês para o DDG brasileiro em maio do ano passado, com a assinatura do protocolo sanitário bilateral. Após auditoria e registro, a China autorizou 13 estabelecimentos brasileiros a exportar DDG para o país.
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Segundo o ministério, o DDG tem ganhado importância no mercado internacional e agrega valor à cadeia do milho e da bioenergia. O Brasil, como terceiro maior produtor mundial de milho, exportou cerca de 791 mil toneladas do insumo em 2024. No mesmo ano, a China importou mais de US$ 66 milhões em produtos desse tipo para alimentação animal. Em 2025, o país exportou 879.358 toneladas de DDG e DDGS para 25 mercados, registrando um aumento de 9,77% em relação a 2024, conforme dados da União Nacional do Etanol de Milho (Unem).
O setor produtivo buscava a autorização para exportar DDG para a China desde 2022. O subproduto, originário do processamento do milho, é utilizado principalmente na alimentação de gado de corte.
A notícia sobre a primeira carga de DDG embarcada para a China foi divulgada inicialmente pelo Canal Rural.



