O Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima) firmou contratos com três empresas para executar o georreferenciamento de glebas públicas no Estado. Os contratos, que totalizam mais de R$ 3 milhões, têm duração de 12 meses.
Segundo os documentos obtidos pela equipe de reportagem, as empresas serão responsáveis pelo georreferenciamento das seguintes glebas:
- Baliza;
- Branquinha;
- BR-210;
- Jauaperí;
- Novo Paraíso;
- Pedro Clementino;
- Vista Alegre;
- Campina e Mucucuaú;
- Catrimani;
- Rio Preto;
- Uninivi;
- Xeruini.
As empresas contratadas pelo Iteraima têm sede em três capitais: Macapá (Amapá), Boa Vista (Roraima) e Belém (Pará).
Iteraima e questões de terras
O Iteraima tem sido alvo de denúncias e controvérsias relacionadas à distribuição de terras públicas transferidas da União para o Estado. A CPI das Terras da Assembleia Legislativa identificou um esquema organizado de grilagem de terras públicas, com ramificações em diversos setores da administração estadual.
No relatório preliminar apresentado pela CPI na semana passada, é recomendado o indiciamento de 16 pessoas, incluindo a ex-presidente do Iteraima, Dilma Costa, e o empresário e sócio do governador Antonio Denarum, Ermilo Paludo.
Em resumo, os envolvidos no esquema de grilagem utilizavam o georreferenciamento com o apoio de servidores do Instituto.
Fonte: Da Redação



