Ontem, a Polícia Civil de Roraima (PCRR) realizou a prisão em flagrante de uma mulher de 46 anos, suspeita de atuar como falsa advogada. Ela utilizava documentos falsos para ter acesso ao sistema prisional e prestar serviços exclusivamente a líderes de organizações criminosas, colocando em risco a segurança das instituições. A ação ocorreu na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista.
As investigações revelaram que a suspeita falsificava credenciais da OAB para se passar por advogada, marcando atendimentos em nome de outros profissionais regularmente registrados, mas comparecendo sozinha nas unidades prisionais, direcionando seu trabalho para líderes de duas organizações criminosas, uma brasileira e outra transnacional, com o propósito de facilitar a comunicação ilícita entre os presos e o mundo exterior.
Uma equipe da DRACO em conjunto com a equipe da Sejuc efetuaram a prisão da mulher enquanto ela atendia internos ligados a facções criminosas, incluindo líderes.
Na revista pessoal e no veículo da suspeita, foram encontrados bilhetes manuscritos com mensagens entre membros de facções criminosas, algumas delas escondidas nas roupas íntimas da investigada. Além disso, documentos, aparelhos eletrônicos, medicamentos controlados e R$ 1.450,00 em dinheiro foram apreendidos durante a ação.
Após ser detida, a mulher foi apresentada na DRACO e autuada em flagrante pelo delegado Wesley Costa de Oliveira.
De acordo com o delegado, a conduta da investigada foi considerada extremamente grave, pois ela utilizava documentos falsificados e se aproveitava das prerrogativas da advocacia de forma indevida para burlar a segurança do sistema prisional e atender exclusivamente líderes de facções criminosas, incluindo uma organização transnacional.
Investigações em andamento
A mulher foi autuada pelos crimes de promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa; uso de documento falso; falsidade ideológica e falsificação de documento público.
As investigações também revelaram que a inscrição de estagiária da suspeita estava cancelada desde 8 de abril de 2024, e que a carteira apresentada possuía adulterações grosseiras.
Segundo a polícia, a falsa advogada atuava como um canal de comunicação clandestina, abusando da credibilidade da advocacia para fortalecer estruturas do crime organizado no sistema prisional.
A Justiça lavrou o Auto de Prisão em Flagrante, e por se tratar de um crime inafiançável no âmbito da Polícia Judiciária, ela não teve direito à fiança.
Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima acompanhou a ação, conforme informado pelo delegado Wesley Costa de Oliveira.
A mulher foi apresentada na Audiência de Custódia neste dia 30, onde sua prisão em flagrante foi homologada e convertida em prisão preventiva, sendo levada para o Sistema Prisional pelos policiais.
O delegado destacou que o caso segue em investigação para identificar a extensão das atividades criminosas e possíveis conexões com outros envolvidos.
Fonte: Da Redação



