Preços do café disparam mais de 40% no Brasil em apenas um ano, revela estudo; aumento nos preços dos legumes se destaca na região Sudeste

Foto: Pixabay.Estudo da Neogrid mostra pressão no orçamento em 2025 e variação desigual entre categorias e regiões O post Café sobe mais de 40% no país em um ano, aponta pesquisa; legumes lideram altas no Sudeste apareceu primeiro em Canal Rural.

O preço do café em pó e em grãos aumentou significativamente no Brasil entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, registrando uma alta de 40,7%, de acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid. Durante esse período, o preço médio saltou de R$ 53,58 para R$ 76,36, colocando mais pressão sobre o orçamento das famílias.

Curiosamente, esse aumento ocorreu mesmo com uma produção elevada. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira foi estimada em 56,5 milhões de sacas, um aumento de 4,3% em relação ao ano anterior.

No entanto, a colheita de café arábica teve uma queda de 9,7%, impactada por baixa produtividade e condições climáticas desfavoráveis, o que reduziu a oferta da variedade mais consumida no mercado interno, refletindo nos preços.

Outros itens com alta em 2025

Além do café, outros produtos também registraram aumento de preços ao longo do ano. Queijos tiveram uma alta de 12,4% no preço médio nacional, seguidos por margarina (12,1%), creme dental (11,7%) e cerveja (6,2%), de acordo com a Neogrid.

Apesar do aumento geral, alguns itens básicos apresentaram queda em dezembro. O preço do leite UHT diminuiu 5,3%, ovos recuaram 3,6% e o arroz teve uma redução de 2,2% no fechamento de 2025, o que contribuiu para conter a inflação de alimentos no curto prazo.

No mesmo mês, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em comparação com novembro, indicando a continuação de um cenário inflacionário, com comportamentos diversos entre as categorias de consumo.

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Altas no fechamento do ano

Em dezembro de 2025, o sabão para roupa liderou as altas no país, com uma variação de 2,4% em comparação com o mês anterior, passando de R$ 14,58 para R$ 14,94. Em seguida, surgiram a carne bovina (2,3%), carne suína (2,2%), creme dental (1,5%) e cerveja (1,3%).

“O ano foi marcado por pressões relevantes em categorias estratégicas, como café e carnes, impulsionadas por custos elevados, oferta mais restrita e forte demanda externa, o que pressionou diretamente o orçamento do consumidor”, afirmou Anna Carolina Fercher, líder de dados estratégicos da Neogrid, em comunicado.

Ela acrescentou que o próximo ano deve apresentar oscilações mais moderadas. “Para 2026, a expectativa é de uma oscilação mais moderada nos alimentos, com itens ainda sensíveis ao câmbio e à conjuntura global seguindo em alta, enquanto mercadorias básicas tendem a apresentar maior estabilidade, diminuindo o risco de uma inflação disseminada, embora fatores climáticos e macroeconômicos continuem exigindo atenção.”

Sudeste registra pressão em legumes e carnes

Na região Sudeste, os legumes encerraram dezembro com um aumento de 3,5%. Em seguida, surgiram creme dental (2,2%), sabão para roupa e carne bovina (ambos com 1,7%) e detergente líquido (1,6%).

As maiores quedas foram registradas em leite UHT (-7,6%), ovos (-4,6%), arroz (-2,8%), óleo (-1,7%) e leite em pó (-1,5%).

O café subiu mais de 40% no país em um ano, de acordo com uma pesquisa, enquanto os legumes lideraram as altas na região Sudeste.

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