Especialistas recomendam o monitoramento neurológico como medida preventiva contra sequelas em bebês recém-nascidos.

Implantação da saúde digital em UTIs neonatais do país pode agilizar atendimentos e evitar danos permanentes ao sistema nervoso central, principalmente em bebês prematuros O post Especialistas defendem monitoramento neurológico para evitar sequelas em recém-nascidos apareceu primeiro em Roraima em Tempo.

Especialistas ouvidos pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, destacaram a importância de ampliar o uso de tecnologias de monitoramento neurológico em recém-nascidos. Durante a audiência pública, eles ressaltaram que a implementação da saúde digital em UTIs neonatais pode agilizar os atendimentos e prevenir danos permanentes ao sistema nervoso central, especialmente em bebês prematuros ou de alto risco.

A médica neonatologista Carla Serrano Bilynskyj explicou que bebês nascidos antes de 37 semanas ainda estão em processo de desenvolvimento. Isso aumenta os riscos de danos neurológicos, hemorragia cerebral, instabilidade extrauterina e baixa imunidade.

Ela também ressaltou a asfixia neonatal, terceira causa de morte infantil no mundo, que pode ocorrer antes, durante ou logo após o parto. Segundo Carla, o monitoramento neurológico contínuo permite avaliar com precisão a atividade elétrica cerebral, prevenindo crises convulsivas e garantindo o uso adequado de medicação.

Letícia Pereira de Brito Sampaio, representante da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil, afirmou que, apesar da redução da mortalidade neonatal nas últimas duas décadas, ainda há um alto risco de crises epiléticas sem a devida assistência. Ela enfatizou que plataformas inteligentes nas UTIs neonatais auxiliam na detecção precoce de problemas neurológicos, reduzindo assim os danos cerebrais nos recém-nascidos.

Mãe de uma criança que passou por uma UTI neonatal, Michele Manzoni compartilhou como o monitoramento digital foi fundamental para o tratamento de seu filho. Ela destacou que o acompanhamento especializado, aliado à tecnologia, impactou positivamente no futuro de bebês com necessidades especiais.

O diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, Fernando Augusto Marinho, ressaltou a importância de uma gestação planejada e de um acompanhamento pré-natal adequado. Ele enfatizou que esses cuidados ajudam a minimizar os riscos e os custos futuros, assegurando um parto seguro e natural.

Benefícios científicos, econômicos e sociais

Por fim, o médico Gabriel Fernando Todeschi Variane, fundador do Instituto Protegendo Cérebros, Salvando Futuros, destacou que a criação de UTIs neonatais com enfoque neurológico traria benefícios científicos, econômicos e sociais. Ele afirmou que essa medida poderia reduzir o tempo de internação, diminuir o uso de medicamentos e prevenir ações judiciais relacionadas à saúde neonatal.

Tópicos