Números mostram queda nos preços dos alimentos da cesta básica em novembro
Segundo levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os preços dos alimentos que compõem a cesta básica diminuíram em 24 capitais brasileiras no mês de novembro em comparação com o mês anterior.
O presidente da Conab, Edegar Pretto, destacou que o Brasil está colhendo a maior safra agrícola da história, o que resulta em produtos de excelente qualidade a preços mais acessíveis para o consumidor.
Entre as cidades que apresentaram as maiores reduções nos preços estão Macapá, Porto Alegre, Maceió, Natal e Palmas, enquanto Rio Branco, Campo Grande e Belém tiveram elevações.
No mês passado, os valores médios mais baixos foram registrados em Aracaju, Maceió, Natal, João Pessoa e Salvador, enquanto São Paulo, Florianópolis, Cuiabá, Porto Alegre e Rio de Janeiro apresentaram os maiores custos.
Disparidade nos preços e porcentagem do salário mínimo
Em São Paulo, a cesta básica representa uma porcentagem maior do salário mínimo líquido necessário para sua aquisição, juntamente com um tempo de trabalho mensal mais longo em comparação com Aracaju.
Enquanto em São Paulo é necessário destinar 59,91% do salário mínimo líquido para comprar a cesta básica, em Aracaju essa porcentagem é de 38,32%, acompanhada por um tempo de trabalho menor para a compra dos alimentos.
Variações nos preços de alimentos como arroz e tomate
Produtos como arroz agulhinha tiveram redução de preço em algumas regiões do país. O tomate também teve queda de preço em diversas cidades, com destaque para Porto Alegre.
A oferta abundante foi um dos fatores que contribuíram para a redução dos preços no varejo. Tanto o açúcar quanto o leite integral apresentaram valores menores em 24 capitais, com reduções significativas em algumas delas.
Café em pó mais barato em várias cidades
O café em pó ficou mais em conta em 20 cidades, com reduções em locais como São Luís, Campo Grande e Belo Horizonte.
Segundo as avaliações do governo, a produtividade das lavouras e as negociações tarifárias contribuíram para a diminuição dos preços, tornando os produtos mais acessíveis aos consumidores.



