A Caixa Econômica Federal entrou com uma ação contra a empresa Unindo Sonhos. Fundada por Paulinha Leite, conhecida por acumular mais de 70 prêmios de loteria.
O caso ganhou destaque quando, em 2025, a empresa ganhou um prêmio da Mega da Virada ao acertar a quina em um jogo de 20 números.
No processo, o banco alega que apenas a Caixa tem permissão legal para oferecer serviços lotéricos no país e pede na Justiça que a empresa de Paulinha seja proibida de intermediar apostas no Brasil.
No entanto, Paulinha, conhecida como “sorte lendária”, defende-se afirmando que a Unindo Sonhos não realiza sorteios ou vende apostas, apenas organiza bolões entre amigos, conhecidos e internautas, sem oferecer diretamente serviços lotéricos.
Vale ressaltar que em agosto a empresa teve uma decisão desfavorável na Justiça, com a suspensão da divulgação de suas atividades e a remoção de todo o conteúdo relacionado à Unindo Sonhos nas redes sociais.
Mas posteriormente, a decisão foi revertida pelo desembargador Newton Ramos, do TRF-1, permitindo que a empresa continuasse operando até o final do processo.
Essa decisão do TRF-1 segue um comunicado do Ministério da Fazenda de 2024 que indica que esses sites não administram serviços lotéricos, mas intermediam jogos entre apostadores e a Caixa.
Posicionamento da Paulinha Leite sobre as apostas
No site oficial, a Unindo Sonhos se apresenta como uma empresa que auxilia pessoas a alcançar metas, sonhos e objetivos, oferecendo oportunidades de mudança de vida consciente através de bolões.
Paulinha esclarece que o processo não se restringe apenas à sua empresa: “O processo não é exclusivo contra a Unindo Sonhos, mas envolve diversos sites que atuam no mesmo segmento. A Unindo Sonhos está autorizada a continuar suas atividades, que se limitam à intermediação do serviço de forma ‘completamente legal'”, afirmou.



