A Universidade Estadual de Roraima (UERR) anunciou que o primeiro semestre letivo de 2026 terá início de forma remota, ou seja, as aulas serão ministradas pela internet. A decisão foi divulgada em comunicado oficial da instituição em sua página no Instagram, com retorno das atividades previsto para a próxima segunda-feira, 23.
A justificativa para a mudança foi atribuída à abertura do sistema FIPLAN e ao processo de remanejamento orçamentário da universidade, que temporariamente impossibilitam as atividades presenciais nos campi. Entretanto, a UERR ressaltou que o formato remoto não prejudicará as atividades administrativas.
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A UERR criou salas virtuais em uma plataforma de ensino à distância para todas as disciplinas oferecidas no semestre 2026.1.
Teletrabalho
A instituição adotou o regime de teletrabalho em dezembro de 2025, afetando servidores docentes, técnicos-administrativos, comissionados e bolsistas, devido à suspensão de serviços terceirizados essenciais. A empresa responsável pela prestação de serviços de limpeza, conservação predial, recepção e vigilância nas unidades da universidade interrompeu suas atividades.
Crise
A UERR enfrentou crises nos últimos anos, especialmente durante a gestão do ex-reitor Regys Freitas, que chegou a ser investigado pela Polícia Federal. Operações como a “Cisne Negro” e “Meritum” apuraram fraudes em contratos milionários e suspeitas de irregularidades em vestibulares e concursos públicos ligados à instituição.
MP denunciou ex-reitor
O Ministério Público de Roraima solicitou a prisão do ex-reitor Regys Freitas e empresários por associação criminosa e crimes contra o patrimônio público. A denúncia aponta direcionamento de contratações em benefício de uma empresa, resultando em desvio de recursos públicos.
Os prejuízos aos cofres públicos foram estimados em mais de R$ 15 milhões, e a investigação continua para apurar outros envolvidos e crimes relacionados.
Contrato milionário
Mesmo enfrentando a crise, a UERR firmou um contrato sem licitação de R$ 8,3 milhões com o Instituto Brasileiro e Ação Social (Ibras) para o projeto “Orgulho de Ser Uerr” em novembro do ano anterior.
Fonte: Da Redação



