terça-feira, 21 de julho de 2026
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Agricultura

Novos dados do USDA sobre a soja brasileira: mudanças e fatores que ainda bloqueiam o mercado

Mais uma semana de baixa movimentação caracterizou o mercado de soja no Brasil, onde preços pressionados e transações limitadas se tornaram a norma. As flutuações na Bolsa de Chicago, afetadas por fatores externos como o conflito no Oriente Médio e a instabilidade nos preços do petróleo, combinadas com a desvalorização do dólar no país, resultaram em um desinteresse tanto por parte de produtores quanto de compradores.

Relatório do USDA

O relatório de abril emitido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresentou um cenário estável para a safra americana de 2025/26. A previsão de produção foi fixada em 4,262 bilhões de bushels (equivalente a 116 milhões de toneladas), com rendimento estimado em 53 bushels por acre, mantendo os mesmos números apresentados em março e sem novos fatores significativos que possam impulsionar os preços.

Os estoques finais nos Estados Unidos foram estimados em 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas), praticamente dentro das expectativas do mercado. Embora ligeiramente acima do previsto, esse número não teve um impacto relevante nas cotações.

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No que diz respeito à oferta e demanda, o USDA aumentou sua projeção para o esmagamento para 2,610 bilhões de bushels, enquanto reduziu as exportações para 1,540 bilhão. Isso indica ajustes pontuais, mas sem mudanças significativas no balanço global.

Em termos globais, a safra projetada para soja em 2025/26 é agora de 427,41 milhões de toneladas, apresentando um leve aumento em relação ao relatório anterior. Já os estoques finais mundiais foram revisados para baixo, caindo para 124,79 milhões de toneladas e ficando aquém das previsões do mercado; esse foi um dos poucos aspectos com uma perspectiva mais otimista.

Situação no Brasil

<pPara a América do Sul, as previsões do USDA para a safra brasileira permaneceram inalteradas em 180 milhões de toneladas para 2025/26. No entanto, houve uma elevação na estimativa da safra para 2024/25, que agora é projetada em 172,5 milhões. A produção argentina se manteve estável, reforçando a ideia de uma oferta global abundante.

A demanda da China, que continua sendo o principal motor deste mercado, também não apresentou novidades; as importações foram mantidas em 112 milhões de toneladas para 2025/26, sinalizando uma estabilidade no consumo.

No Brasil, o avanço nas vendas da safra 2025/26 alcançou 48,1% da produção prevista conforme dados da Safras & Mercado. Apesar desse progresso em comparação ao mês anterior, este índice ainda está abaixo dos registros do mesmo período do ano passado e da média histórica. Isso indica uma postura cautelosa dos produtores frente aos preços atuais.

A comercialização antecipada teve um crescimento modesto e chegou a apenas 3,9% da safra projetada. Esta cifra ainda é distante da média dos últimos cinco anos e demonstra claramente a abordagem defensiva dos produtores diante das margens apertadas e incertezas externas.

O post USDA traz novos números da soja brasileira; saiba o que mudou e o que mantém o mercado travado apareceu primeiro em Canal Rural.

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