As previsões para o plantio na safra de 2026/27 indicam um aumento nas áreas dedicadas à soja, algodão e feijão no Brasil, ao mesmo tempo em que culturas como trigo, arroz e milho de verão devem enfrentar uma diminuição. Essas estimativas fazem parte de um estudo realizado pela Safras & Mercado, que analisa como os custos de produção, o acesso ao crédito e as incertezas climáticas influenciam as escolhas dos agricultores.
Para a soja, a consultoria prevê um crescimento de 1,2% na área cultivada, totalizando 49,107 milhões de hectares. O principal motor desse aumento será a região Centro-Oeste, com destaque especial para o estado de Mato Grosso. A previsão é que a produção atinja 180,089 milhões de toneladas, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis.
Em relação ao milho, a situação é mista. No Centro-Sul, a área destinada à safra de verão deve sofrer uma redução de 1,3%, influenciada pela maior competitividade da soja e pelas dificuldades na obtenção de crédito. Por outro lado, a segunda safra deve apresentar um crescimento de 0,3%, resultando em uma produção nacional potencial de 144,956 milhões de toneladas.
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O algodão traz uma perspectiva otimista, com uma expansão projetada de 2,5% na área plantada, alcançando 2,05 milhões de hectares. Essa melhora na rentabilidade é impulsionada pela recuperação dos preços internacionais e está despertando o interesse dos produtores, especialmente na Bahia.
Por outro lado, o trigo deve enfrentar a maior queda entre as principais culturas. A área plantada pode diminuir em até 20%, reduzindo-se para 1,905 milhão de hectares. Essa retração é atribuída ao aumento dos custos e à deterioração da relação de troca, além das dificuldades em acessar crédito. A produção potencial do trigo foi estimada em 5,855 milhões de toneladas.
No caso do feijão, espera-se um aumento da área cultivada em 5,36%, atingindo 2,656 milhões de hectares. Contudo, mesmo com essa expansão na área plantada, a produção pode cair em 3,55%, devido às expectativas de produtividade reduzida decorrente dos riscos climáticos e das limitações nos investimentos em tecnologia.
Em relação ao arroz, as projeções da Safras & Mercado indicam uma redução de 5% na área plantada para 1,429 milhão de hectares. A produção estimada é de 9,95 milhões de toneladas. Segundo os especialistas da consultoria, o receio dos produtores frente aos altos custos e às incertezas climáticas deve restringir o crescimento dessa cultura na próxima temporada.
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