Prefeitura de Boa Vista impulsiona práticas educativas com intercâmbio de experiências entre gestores escolares

Encontro reuniu 114 participantes em uma imersão voltada ao compartilhamento de boas práticas pedagógicas O post Prefeitura promove troca de experiências entre gestores e fortalece práticas educacionais nas escolas de Boa Vista apareceu primeiro em Roraima em Tempo.

Na última quinta-feira, 30, a administração municipal de Boa Vista organizou um evento dedicado à troca de saberes e ao fortalecimento da Rede Municipal de Ensino. O I Encontro de Imersão Pedagógica intitulado “Gestores Unidos” 2026 reuniu 114 profissionais de várias escolas.

O evento ofereceu aos participantes a oportunidade de vivenciar a realidade das instituições educacionais em áreas rurais e indígenas, promovendo reflexões e experiências práticas sobre metodologias de ensino adaptadas a diferentes contextos.

Os participantes do encontro tiveram a chance de visitar importantes instituições, como a Escola Municipal Leila Maria da Silveira, localizada no Murupu, a Escola Indígena Vovô Jandico da Silva, na Serra da Moça, e a Escola Municipal de Tempo Integral José David Feitosa, também em Murupu. Essas escolas foram escolhidas por implementarem práticas pedagógicas bem-sucedidas apesar dos desafios enfrentados.

Fortalecendo a Educação na Cidade

A principal meta do encontro foi fomentar a colaboração entre os gestores e estimular o compartilhamento de boas práticas educacionais. Com isso, busca-se contribuir para a diminuição das desigualdades no sistema educacional.

No decorrer da imersão, os gestores participaram de atividades que conectavam teoria e prática em ambientes escolares. A proposta visava fortalecer estratégias que influenciam diretamente o aprendizado dos alunos.

A secretária adjunta de Educação e Cultura da Prefeitura, Meiry Jane Gomes, enfatizou que o projeto “Gestores Unidos” tem como objetivo principal reforçar o trabalho em equipe. Ela mencionou que é uma oportunidade para que cada gestor compartilhe suas experiências e discuta com os colegas sobre métodos que impactam na aprendizagem dos estudantes. “Nosso foco é assegurar resultados por meio de uma gestão colaborativa e eficiente”, declarou.

Meiry também destacou que esses encontros continuarão ao longo do ano letivo. “Mensalmente, nos reunimos para acompanhar as metas, avaliar o desempenho dos alunos e planejar intervenções necessárias. Esse trabalho contínuo fortalece a rede com um olhar sempre voltado para a aprendizagem”, completou.

Experiência nas Escolas Rurais e Indígenas

A gestora da Escola Municipal Leila Maria da Silveira, Jocinaira Sousa, afirmou que essa experiência foi crucial para demonstrar que resultados positivos são possíveis mesmo em contextos desafiadores.

“Esse momento é extremamente valioso pois possibilita a troca de experiências entre as instituições. O que funciona em uma escola pode ser adaptado em outra. Além disso, trazer gestores das áreas urbanas para conhecer as realidades das escolas rurais e indígenas enriquece essa compreensão sobre como é viável desenvolver um trabalho educativo de qualidade mesmo diante das dificuldades,” destacou Jocinaira.

Ela ainda compartilhou algumas práticas adotadas na escola, ressaltando o uso dos espaços externos como ferramentas no processo educativo. “Aproveitamos o cotidiano das crianças para transformá-lo em estratégia pedagógica. Criamos ambientes como cantinhos da leitura e matemática, além de áreas específicas para melhorar o aprendizado. Isso realmente faz toda a diferença nos resultados,” explicou.

Integração e Resultados Coletivos

Um dos momentos mais marcantes do encontro aconteceu na Escola Municipal de Tempo Integral José David Feitosa, onde os gestores das três escolas visitadas puderam apresentar suas práticas aos demais participantes, criando assim um espaço para integração e reflexão conjunta.

A gestora Célia Costa comentou que essa interação fortalece o sentimento de pertencimento à rede escolar. “A troca de experiências é fundamental. Quando visitamos outras escolas, podemos observar práticas que podem enriquecer nosso trabalho. Não se trata de competição; é uma construção coletiva onde todos fazemos parte da mesma rede — quando um avança, todo o sistema avança junto,” enfatizou.

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