Líder partidário de Hiran surge como figura-chave em apuração do Banco Master

Ciro Nogueira foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 7. A PF apura fraudes financeiras e rede de influência em Brasília O post Presidente do partido de Hiran é apontado como elo político central em investigação sobre Banco Master apareceu primeiro em Roraima em Tempo.

O senador Ciro Nogueira, do Progressistas (PP), é o foco da nova fase da Operação Compliance Zero, sendo considerado pelos investigadores como o principal intermediário político do banqueiro Daniel Vorcaro em Brasília. Nogueira preside a legenda nacionalmente e está associado ao senador de Roraima, Hiran Gonçalves.

Realizada pela Polícia Federal (PF), essa ação faz parte de um inquérito que investiga possíveis fraudes financeiras e o uso indevido de influência política para beneficiar o Banco Master.

Conforme os relatos das investigações, Ciro Nogueira teria servido como uma conexão estratégica entre Vorcaro e importantes figuras políticas. Entre os mencionados estão o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília. A intenção dessa articulação seria facilitar uma operação de apoio financeiro ao Banco Master.

Ainda segundo os dados coletados, Ciro Nogueira, que é uma figura proeminente no Centrão e ocupa a presidência do PP, teria promovido os interesses da instituição financeira tanto no âmbito legislativo quanto no Executivo federal, especialmente durante a presidência de Jair Bolsonaro, quando atuou como ministro-chefe da Casa Civil.

Os investigadores acreditam que Ciro desempenhava um papel crucial na estrutura de apoio ao banco, trabalhando na articulação institucional e na comunicação com autoridades relevantes.

A PF ressalta que outros políticos e servidores públicos também estão sob investigação e não descarta a possibilidade de novas fases da operação com mais alvos envolvidos.

As investigações continuam em andamento com a análise de documentos e bens apreendidos para aprofundar o entendimento sobre a suposta rede de influência e os fluxos financeiros que estão sob suspeita.

Operação Compliance Zero

A PF já havia conduzido diversas operações relacionadas ao Banco Master visando combater a emissão irregular de títulos de crédito por instituições pertencentes ao Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A operação resultou na prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Master, como uma medida para evitar sua possível fuga.

Além disso, houve ordens para bloquear contas que totalizam R$ 12,2 bilhões e apreensões de veículos luxuosos, obras de arte e relógios valiosos.

As investigações começaram em 2024 após uma solicitação do Ministério Público Federal (MPF) para investigar a possível criação de carteiras de crédito inválidas por uma instituição financeira. Esses títulos teriam sido vendidos a um banco diferente e posteriormente substituídos por ativos sem a necessária avaliação técnica adequada após fiscalização pelo Banco Central.

No ano seguinte, em 2026, a operação levou à prisão do ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília), Paulo Henrique Costa. Ele é suspeito de ter recebido R$ 140 milhões como propina de Vorcaro para facilitar a aquisição do Master e também teria exercido pressão interna para que acionistas adquirissem ações utilizando recursos oriundos do próprio Banco Master.

TCU

No Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Jhonatan de Jesus é o responsável pelo processo de liquidação do Banco Master. Ele recebeu um pedido de Daniel Vorcaro para realizar uma inspeção no Banco Central (BC) e logo após determinou uma auditoria in loco.

<pComo resultado disso, Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do MPTCU (Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União), requisitou uma investigação à corregedoria do tribunal sobre as ações do ministro Jhonatan de Jesus no caso relacionado ao Banco Master, sugerindo sua suspeição, dependendo dos elementos apurados durante as investigações.

Furtado solicitou apuração sobre “eventuais violações dos deveres funcionais e éticos por parte do ministro no relacionamento com Daniel Vorcaro ou seus representantes”.

Da Redação

Tópicos