A adaptação do setor supermercadista brasileiro para a comercialização de ovos provenientes de galinhas criadas em sistemas sem gaiolas está ocorrendo de maneira gradual. Informações da terceira edição do Observatório do Ovo revelam que 64% das empresas que forneceram dados sobre suas vendas não apresentaram progresso no último ano, mesmo diante da meta de transição até 2030 estabelecida pelo segmento.
O estudo foi realizado pela organização Alianima. Nove empresas participaram do questionário, sendo que oito delas possuem um compromisso público de vender exclusivamente ovos livres de gaiolas, enquanto uma, o Assaí, não possui metas conhecidas.
Entre as principais redes do varejo, os resultados foram variados. O GPA viu sua participação de ovos sem gaiolas cair de 44% para 41% em comparação com o levantamento anterior. O Carrefour também registrou uma diminuição, passando de 21,4% para 20,2%, assim como a Cencosud, que reduziu de 14,4% para 14,2%. Em contraste, o Assaí aumentou sua participação de 7% para 8%.
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Dentre as redes que já completaram sua transição, destacam-se Casa Santa Luzia, St. Marche, Cia Beal de Alimentos (Festval) e Empório Varanda, todas vendendo exclusivamente ovos livres de gaiolas e agora fazendo parte da categoria premium do estudo.
No grupo das empresas ainda em processo de adaptação, o Oba Hortifruti lidera com uma participação de 85%, seguido pelo Hippo com 78%. O Big Box aumentou sua fatia de mercado de 31% para 35%, enquanto o São Vicente passou de 25% para 28%.
O levantamento aponta que o custo continua sendo a principal barreira à aceleração da transição. Aproximadamente 67% das redes indicaram o preço dos ovos livres de gaiolas como o maior desafio para expandir a oferta. Em segundo lugar estão a falta de familiaridade dos consumidores com essa questão e as dificuldades logísticas em algumas regiões do Brasil, ambas citadas por 44% dos respondentes.
Os dados coletados pelo Observatório do Ovo evidenciam um avanço limitado concentrado em poucas redes, enquanto a maior parte das empresas consultadas continua operando abaixo das expectativas para a migração prevista até 2030.
Fonte: Estadão Conteúdo
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