O governo mexicano optou por restringir o bloqueio sanitário à carne de aves provenientes do Brasil apenas ao estado de Santa Catarina, em vez de aplicar a medida a todo o território nacional. Essa decisão foi motivada pela detecção de focos da Doença de Newcastle em perus criados comercialmente nas cidades de Nova Itaberaba, Nova Erechim e Coronel Freitas.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou essa decisão. Segundo a entidade, “Essa ação possibilitará a delimitação das restrições comerciais apenas para Santa Catarina, mantendo os embarques de outras regiões que estão habilitadas, conforme os termos acordados entre as nações.”
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De acordo com a ABPA, essa conquista é fruto do trabalho técnico e das negociações intensivas realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pelo Ministério das Relações Exteriores, além da Embaixada e da Adidância Agrícola no México. Essa articulação envolveu também o setor produtivo brasileiro e as autoridades mexicanas.
A associação ressalta que a dedicação das equipes envolvidas na formulação de condições comerciais que se alinham com a capacidade brasileira de vigilância e controle sanitário tem sido uma prática constante nos últimos anos. Isso incluiu a atualização dos Certificados Sanitários Internacionais e as discussões para o reconhecimento de áreas não afetadas por problemas sanitários.
“A preparação antecipada tem sido fundamental para atenuar o impacto das restrições e manter os fluxos comerciais durante situações como a que ocorreu em Santa Catarina”, afirmou.
Além disso, a ABPA destacou que a decisão do México é um sinal do reconhecimento da confiabilidade do Serviço Veterinário Oficial brasileiro e da transparência nas ações sanitárias adotadas.
Em 2025, o Brasil enviou ao México 18,3 mil toneladas de carne de peru, gerando uma receita de US$ 77,5 milhões. Quando se considera toda a proteína avícola brasileira, tanto in natura quanto processada, o país exportou 261,2 mil toneladas, resultando em um total de US$ 670,1 milhões.
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