quarta-feira, 17 de junho de 2026
EM ALTA
ESG: Métodos construtivos industrializados se consolidam como soluções sustentáveis, com uso mais estratégico de recursos PRTB confirma Leonardo Avalanche na presidência nacional da legenda após disputa jurídica Gigante Paçoca alcança novo feito e pesa impressionantes 1.593,5 kg Governo assegura suporte a mais de 11 mil afetados pelas chuvas em Roraima Polícia Rodoviária Federal detém jovem com pepita de ouro ilegal oculta em lanterna em Bonfim Nelita Frank concorrerá a eleição suplementar em Roraima com registro de candidatura rejeitado nas urnas JBS apresenta iniciativa Jovem Superagro visando a nova geração no agronegócio Box Surpresa Apimentada da Apimentei une praticidade, mistério e experiências para casais Pequeno talento de Roraima brilha e leva medalha de bronze em torneio de Jiu-Jitsu em São Paulo Mudança de Endereço: 46 Seções Eleitorais da Eleição Suplementar em Roraima Foram Alteradas Solicitação ao TSE para adiar eleições suplementares em Roraima devido a intensas chuvas Prazo para renovação de CNH vencida é prorrogado pelo Detran-RR ESG: Métodos construtivos industrializados se consolidam como soluções sustentáveis, com uso mais estratégico de recursos PRTB confirma Leonardo Avalanche na presidência nacional da legenda após disputa jurídica Gigante Paçoca alcança novo feito e pesa impressionantes 1.593,5 kg Governo assegura suporte a mais de 11 mil afetados pelas chuvas em Roraima Polícia Rodoviária Federal detém jovem com pepita de ouro ilegal oculta em lanterna em Bonfim Nelita Frank concorrerá a eleição suplementar em Roraima com registro de candidatura rejeitado nas urnas JBS apresenta iniciativa Jovem Superagro visando a nova geração no agronegócio Box Surpresa Apimentada da Apimentei une praticidade, mistério e experiências para casais Pequeno talento de Roraima brilha e leva medalha de bronze em torneio de Jiu-Jitsu em São Paulo Mudança de Endereço: 46 Seções Eleitorais da Eleição Suplementar em Roraima Foram Alteradas Solicitação ao TSE para adiar eleições suplementares em Roraima devido a intensas chuvas Prazo para renovação de CNH vencida é prorrogado pelo Detran-RR
Agro

Em livro, Temer revela relação com militares antes do impeachment de Dilma

O livro “A Escolha: Como um presidente conseguiu superar grave crise e apresentar uma agenda para o Brasil”, que conta os bastidores da passagem de Michel Temer (PMDB) pela Presidência da República, foi lançado em outubro deste ano, mas suas revelações começaram a repercutir entre o meio político na noite de segunda-feira, 3. O texto, que é resultado de inúmeras entrevistas concedidas ao filósofo Denis Rosenfild, causou polêmica por revelar a relação do então vice-presidente com militares, como o general Eduardo Villas Bôas e o ex-chefe do Estado-Maior da Força, general Sérgio Etchegoyen, antes do impeachment de Dilma Rousseff (PT). A obra relata que Temer se reuniu com Villas Bôas e Etchegoyen entre 2015 e 2016. “Não foi uma vez. Foram vários encontros”, afirma Rosenfield. Dilma foi afastada do cargo oficialmente pelo Senado Federal em 31 de agosto de 2016.

O afastamento da ex-presidente foi considerado por muitos como um golpe após a Folha de S. Paulo divulgar gravações entre o então ministro do Planejamento Romero Jucá e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, semanas antes da votação do impedimento. “Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel”, opinou Machado. “É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional”, continuou. “Com o Supremo, com tudo”, concordou Jucá. Rosenfild descreveu o primeiro encontro entre o peemedebista e Etchegoyen como “político”. A reunião entre os dois teria sido marcada pelo desgaste entre os militares e o Partido dos Trabalhadores. Os militares estavam descontentes com algumas medidas do governo, como a tentativa de derrubada da Lei da Anistia, a implementação do Plano Nacional de Direitos Humanos-3, de 2009, e a fundação da Comissão Nacional da Verdade, enumera o autor. “Qual seria o problema de um vice-presidente conversar com o comandante do Exército? Ninguém estava tramando um golpe. Eu tive a percepção de que Temer poderia ser o próximo presidente e propus o diálogo. E acertei”, diz o filósofo.  “Nós precisamos acabar de uma vez por todas com essa história de que militar é militar e civil é civil; são todos brasileiros, de modo que posso muito naturalmente chamar um militar para compor o ministério”, disse o ex-presidente. Temer nomeou Sérgio Etchegoyen como ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional em seu mandato.

Em nota, o ex-ministro-chefe chamou a repercussão do conteúdo do livro de “acusações infundadas”. O texto escrito por Etchegoyen também foi compartilhado pelo general Villas Bôas. “Parece que restou a alguns personagens no seu esforço vão de encontrar uma narrativa para esconder que eles isolaram os militares, desrespeitaram-nos, encenaram uma Comissão da Verdade claramente vingativa, afrontaram a lei para usurpar competências claras dos comandantes”, justificou Etchegoyen. “E, note bem, o governo nunca nos procurou, ao contrário de muitas outras lideranças políticas da época, não só o vice-presidente, inclusive parlamentares da base de apoio do governo. Além do que, os encontros constam da agenda do então vice-presidente, é só consultar. Ele (Temer) com sua conhecida educação e fidalguia, foi apenas uma das autoridades com quem conversamos, trocamos impressões e, eventualmente, nos aconselhados”, defendeu. Em seguida, ainda na defesa de Temer, o general afirmou que o peemedebista nunca demostrou “estímulo a ações ilegítimas ou convite para conspirações”. “A acusação é ridícula. Que poder teriam os militares para impor ao Congresso o resultado de um processo de impeachment no qual o Parlamento e o STF forma os grandes protagonistas, como manda a Constituição?”, finaliza a nota.

Os comentários estão desativados.