Famílias denunciam sobreposição de terras na CPI da grilagem e pedem segurança em Rio Pretinho, Rorainópolis.

Audiência ocorreu no Plenário da Câmara Municipal de Rorainópolis, nesta quarta-feira, 26 O post CPI da grilagem: famílias denunciam sobreposição de terras e pedem segurança no Rio Pretinho, em Rorainópolis apareceu primeiro em Roraima em Tempo.

Vinte e cinco famílias que reivindicam terras na Região do Rio Pretinho, em Rorainópolis, Sul de Roraima, trouxeram à tona na tarde desta quarta-feira, 26, à CPI da Grilagem de Terras da Assembleia Legislativa uma alegada sobreposição de áreas por uma família, afetando cerca de dez propriedades.

O encontro aconteceu no Plenário da Câmara Municipal de Rorainópolis e contou com a presença de posseiros, residentes da área e os deputados Jorge Everton (União), presidente da CPI; Armando Neto (PL), vice-presidente; Renato Silva (Podemos), relator; e Neto Loureiro (PMB), membro.

Depoimentos

Dentre os testemunhos, o presidente da Cooperativa EcoAgro Extrativista e Pastoril Rio Pretinho, Valmir Evaristo de Andrade, estava presente. Ele explicou que os ocupantes consultaram órgãos estaduais e federais e descobriram que a área não estava formalmente registrada. Em 2017, eles iniciaram o loteamento e em 2018, entraram com a documentação de posse. No entanto, em 2022, o Governo do Estado tomou posse da área.

No entanto, desde 2017 a região não recebeu melhorias. Andrade mencionou as dificuldades de acesso e as condições climáticas adversas que impediram investimentos diretos na área.

“Durante esse período, abrimos 48 quilômetros de ramal e construímos uma ponte de 60 metros, tudo com recursos dos cooperados, sem financiamento público. Quando finalmente concluímos a ponte, os ‘Milionários’ invadiram e tomaram posse em 2025”, afirmou, relatando ainda ameaças e dificuldades no acesso.

Ele também ressaltou: “As dificuldades são enormes. Nessa época, o Rio Pretinho se torna impraticável para navegação. O que precisamos é de paz na região para podermos planejar o futuro”.

Após o depoimento de Andrade, os deputados ouviram outros moradores que reportaram insegurança e problemas para investir depois que uma família alegou ser proprietária da área. Nesta semana, técnicos do Iteraima foram até a Gleba Rio Pretinho para realizar uma vistoria, com a presença da Cooperativa, conforme relatado pelos participantes da reunião.

Sobre a CPI

A CPI da Grilagem, estabelecida em fevereiro deste ano, está investigando possíveis ocupações irregulares de terras públicas, rurais e urbanas, e está apurando a atuação de organizações criminosas envolvidas nesses crimes, com base em denúncias enviadas pelo Ministério Público de Contas.

O presidente da CPI, deputado Jorge Everton, considerou a situação delicada. “Eles têm posse desde 2017, mas não tinham condições de acesso para realizar melhorias, e o Estado não prestou apoio. Além disso, sem meios de escoamento, a agricultura não se sustenta. Vamos dialogar com o Iteraima para avaliar essa situação”, disse.

O relator, deputado Renato Silva, apontou irregularidades na ocupação. “Pelo que ouvimos, eles não possuem direito às terras. Iremos encaminhar todas as informações ao Iteraima. O Estado deve retomar a área e estabelecer um projeto de assentamento familiar. Essa é a solução”, concluiu.

Fonte: Da Redação

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