A campanha nacional Junho Vermelho, voltada para a promoção da doação de sangue, foi oficialmente estabelecida com a sanção da Lei 15.491, de 2026, pela Presidência da República. A publicação ocorreu no Diário Oficial da União nesta terça-feira (25). O objetivo é promover ações e ações educativas em junho, visando conscientizar a população sobre a relevância da doação de sangue.
De acordo com a nova legislação, o governo deve elaborar e disseminar materiais informativos, tanto impressos quanto digitais, sobre a doação de sangue. Além disso, serão realizados eventos públicos e campanhas educativas. Durante o mês de mobilização, prédios públicos serão iluminados na cor vermelha.
Esta lei surgiu a partir do PL 205/2022, elaborado pelo ex-deputado Francisco Jr. (PSD-GO). O texto recebeu aprovação no Senado no mês anterior, sob a relatoria do senador Wilder Morais (PL-GO).
Gesto voluntário
Em seu relatório, Wilder Morais enfatiza que a doação de sangue é um ato que depende unicamente da generosidade e vontade dos cidadãos. Esse gesto é crucial para atender emergências traumáticas, realizar cirurgias complexas e oferecer tratamento contínuo a pacientes com doenças hematológicas, oncológicas e outras condições crônicas.
Embora o Brasil registre milhões de doações anualmente — mais de 3,2 milhões de bolsas coletadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2023 — o país ainda não atinge as metas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esta entidade sugere que entre 2% e 2,5% da população seja composta por doadores regulares. No Brasil, essa porcentagem está entre 1,4% e 1,6%, evidenciando a necessidade de aumentar o número de doadores.
Wilder destaca que apesar de aproximadamente 90% da população ser elegível para doar sangue, muitos o fazem raramente ou nunca devido a barreiras como desinformação sobre critérios e procedimentos de doação; mitos e medos infundados; ou simplesmente pela falta de incentivos claros que chamem à ação.
Prioridade
O senador acredita que mudar essa situação requer uma maior conscientização social e o fortalecimento da cultura de doação. Para ele, a iniciativa Junho Vermelho deve ser considerada uma prioridade nas políticas públicas relacionadas à saúde. Isso garantirá que o tema receba atenção adequada e os recursos necessários. Além disso, fomentará um espírito solidário na sociedade e ajudará a manter os estoques sanguíneos em níveis seguros.
Fonte: Agência Senado
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