A camada de ozônio da Terra apresentou sinais de recuperação em 2024, de acordo com o Boletim de Ozônio da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
O relatório foi divulgado no Dia Mundial do Ozônio e marca os 40 anos da Convenção de Viena, que reconheceu a redução do ozônio estratosférico como um problema global.
O boletim indica que o buraco sobre a Antártida foi menor do que nos anos anteriores e atribui essa melhora à ação científica e internacional coordenada.
Se as atuais políticas forem mantidas, espera-se que a recuperação total ocorra até 2066 na Antártida, até 2045 no Ártico e até 2040 no restante do mundo.
O protocolo
O Protocolo de Montreal, um tratado internacional de 1989, prevê a eliminação da produção e do consumo de substâncias que destroem o ozônio. De acordo com a OMM, isso levou à eliminação de mais de 99% dessas substâncias nocivas presentes em sistemas de refrigeração, ar-condicionado, espumas e sprays.
A recuperação da camada de ozônio aos níveis da década de 1980 deve reduzir os riscos de câncer de pele, cataratas e danos aos ecossistemas causados pela radiação ultravioleta.
De acordo com a OMM, a profundidade do buraco na camada de ozônio sobre a Antártida em 2024 foi menor do que a média entre 1990 e 2020, alcançando um déficit máximo de 46,1 milhões de toneladas em 29 de setembro de 2024.
Conclusão do trabalho
O presidente do Grupo Consultivo Científico da OMM sobre Ozônio e Radiação Solar UV, Matt Tully, lembrou que o trabalho ainda não está concluído.
“Apesar do grande sucesso do Protocolo de Montreal nas décadas passadas, este trabalho não está finalizado e ainda é crucial que o mundo continue monitorando cuidadosamente tanto o ozônio estratosférico quanto as substâncias que prejudicam a camada de ozônio e seus substitutos”, disse Tully.
Além do Protocolo de Montreal, a Emenda de Kigali de 2016, ratificada por 164 partes, prevê a redução gradual dos hidrofluorcarbonetos, gases de efeito estufa usados como substitutos das substâncias prejudiciais à camada de ozônio. Essa medida pode evitar até 0,5°C de aquecimento global até o final do século.
Fonte: Agência Brasil
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