Senado sanciona legislação histórica para a Copa do Mundo Feminina de 2027 e reconhece as precursoras do futebol feminino no Brasil

Projeto aprovado prevê medidas para a realização do Mundial no Brasil e reconhece, com reparação histórica, as jogadoras das seleções de 1988 e 1991 O post Senado aprova Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027 e garante prêmio às pioneiras do futebol no Brasil apareceu primeiro em Roraima em Tempo.

Na quarta-feira, dia 27, a Comissão de Esporte do Senado Federal deu seu aval ao Projeto de Lei nº 1.315/2026, que é conhecido como a Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027. Essa proposta tem como objetivo estabelecer as normas e garantias necessárias para a realização do torneio da FIFA no Brasil. Além disso, o texto homenageia as pioneiras do futebol feminino no país ao instituir uma premiação para as jogadoras que representaram o Brasil nas primeiras competições internacionais da modalidade.

O projeto inclui diretrizes relativas à organização do evento, abrangendo aspectos como acesso às competições, permissões especiais, condições temporárias de trabalho e responsabilidades das instituições envolvidas. Também são definidas regras para a comercialização de ingressos durante a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que ocorrerá em oito cidades brasileiras no ano seguinte.

Além das medidas práticas voltadas para o torneio, a proposta também visa prestar uma homenagem significativa às jogadoras que defenderam a seleção brasileira no torneio experimental da FIFA realizado na China em 1988, onde o Brasil conquistou a medalha de bronze. A iniciativa reconhece também as atletas que participaram da primeira edição oficial da Copa do Mundo Feminina em 1991.

O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, afirmou que o Brasil está desenvolvendo um legado que vai além de apenas um evento esportivo. “Estamos empenhados em deixar um legado duradouro de inclusão, infraestrutura, oportunidades e fortalecimento do esporte brasileiro. A Copa do Mundo Feminina de 2027 será um marco histórico tanto para o país quanto para toda a América Latina”, declarou o ministro.

A premiação será destinada às jogadoras das seleções brasileiras que participaram das competições de 1988 e 1991. Para aquelas que já faleceram, os valores serão encaminhados aos herdeiros legais. Esta iniciativa é vista como uma forma de homenagem e reparação histórica às mulheres que pavimentaram o caminho para o crescimento do futebol feminino no Brasil.

As pioneiras de 1988

Goleiras: Lica Laurentino e Simone Carneiro (in memoriam)
Laterais: Marisa Caju (capitã), Rosilene Fanta e Suzana Cavalheiro
Zagueiras: Elane Rego, Suzy Bittencourt e Sandra Duarte
Meias: Lúcia Feitosa, Marilza Pelezinha, Marcinha Honório, Fia Paulista, Russa e Sissi
Atacantes: Lucilene Cebola, Roseli de Belo, Michael Jackson e Flordelis Oliveira

Seleção brasileira na Copa do Mundo Feminina de 1991

Goleiras: Meg e Miriam Soares
Zagueiras: Rosa Maria, Doralice e Solange
Meias: Márcia Tafarel, Lunalva Almeida, Cenira Sampaio e Rosângela Rocha
Atacantes: Maria Lúcia, Adriana Alvim e Delma Gonçalves

O Ministério do Esporte elaborou o projeto em março e o enviou à Presidência da República. O texto passou por diversos órgãos governamentais federais antes da aprovação final, incluindo os ministérios das Mulheres, Trabalho e Emprego; Justiça e Segurança Pública; Relações Exteriores; Fazenda; além da Advocacia-Geral da União.

Fonte: Da Redação

A publicação sobre a aprovação da Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027 pelo Senado destaca também a premiação destinada às pioneiras do futebol no Brasil.

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