Na manhã desta sexta-feira, 28, um grupo de 16 educadores do Colégio Militarizado Severino Cavalcante, localizado no bairro Pintolândia, na zona Oeste de Boa Vista, decidiu paralisar suas atividades. Os professores se dirigiram à Secretaria de Educação do Estado (Seed) para exigir uma posição do secretário em relação a várias denúncias de assédio moral e autoritarismo que estão ocorrendo na instituição.
A principal reclamação levantada refere-se à atuação de um Coronel da Polícia Militar de Roraima (PMRR) na escola, que teria solicitado a exoneração de uma gestora sem justificativa clara.
Uma das professoras envolvidas explicou que existem múltiplos fatores que motivaram a manifestação. “São muitos motivos, como a intervenção dos militares em assuntos pedagógicos da escola, além da perseguição e o pedido de demissão da gestora”, relatou.
Outro educador, que preferiu permanecer anônimo, comentou sobre o histórico negativo do Coronel em outras instituições. “Ele tem um passado problemático; em todas as escolas onde trabalhou, deixou um rastro de assédios contra os funcionários”, destacou.
Docentes pedem a remoção do Coronel após tentativas de diálogo
Segundo relatos obtidos pela reportagem, na semana anterior à paralisação, alguns professores tentaram estabelecer um diálogo com o secretário adjunto José de Souza para discutir suas preocupações.
“Convidamos o secretário adjunto José de Souza para ouvir os professores na Escola Militarizada Severino Cavalcante na semana passada. Ele compareceu à escola, mas ficou isolado na sala da gestão e não dialogou com os docentes ou funcionários”, afirmou um dos professores.
Um outro educador mencionou que as situações de assédio por parte do militar persistiram e expressou sua crença de que ele não possui as condições psicológicas necessárias para atuar no ambiente escolar. Em razão da falta de mudança no comportamento do Coronel e da ausência de uma resposta adequada por parte da Secretaria, o grupo optou por solicitar sua remoção.
“O coronel não apresenta condições psicológicas para trabalhar na rede educacional, seja no Colégio Militarizado Severino Cavalcante ou em outras instituições. O seu comportamento é sempre o mesmo. Pedimos que a Seed o retire da rede escolar e que ele busque ajuda profissional, pois é fundamental que professores e funcionários tenham um ambiente saudável para desempenhar suas atividades, seja em sala de aula, na coordenação pedagógica ou na cozinha da escola”, enfatizou.
Posicionamento da Seed
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Educação buscando um posicionamento oficial sobre a situação. Também foram feitas perguntas sobre possíveis tratativas já realizadas com os docentes e quais soluções foram alcançadas até o momento. Até o fechamento desta matéria, nenhuma resposta foi recebida pela equipe.
Fonte: Da Redação
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