Nesta terça-feira (9), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a apreensão de aproximadamente 320 ovos embrionados no Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão, localizado no Rio de Janeiro (RJ). O material estava sendo transportado por um passageiro que veio de Portugal e não possuía a certificação sanitária necessária para seu ingresso no Brasil. Conforme informações do órgão, os ovos eram destinados à incubação para formar um plantel da raça Serama em uma propriedade rural em Minas Gerais.
A irregularidade foi detectada durante uma operação de fiscalização realizada pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), que contou com a participação de auditores fiscais federais agropecuários. Parte dos ovos estava na bagagem de mão do viajante, conforme relatado pelo Mapa.
O ministério destacou que a entrada não regulamentada de ovos embrionados e outros produtos de origem animal traz riscos sanitários, pois pode facilitar a introdução de agentes patogênicos no Brasil. Uma das principais preocupações é a influenza aviária, uma doença que deve ser notificada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e que tem potencial para se espalhar entre aves domésticas e silvestres.
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O órgão também ressaltou que a situação internacional exige um controle mais rigoroso em aeroportos, portos e fronteiras, especialmente com os registros da doença em diferentes regiões do mundo. A manutenção dessas medidas é crucial para proteger o status sanitário do Brasil e minimizar os riscos para a cadeia produtiva avícola.
Para realizar a importação de animais, produtos ou subprodutos de origem animal, a legislação brasileira exige documentação sanitária emitida pela autoridade veterinária oficial do país exportador e, quando necessário, autorização prévia do governo brasileiro. No caso dos ovos apreendidos no Galeão, as exigências legais não foram atendidas.
A apreensão está diretamente relacionada à defesa sanitária da avicultura, um setor fundamental para a produção alimentar e o comércio local. O Mapa não divulgou informações sobre o destino dos ovos confiscados após a interceptação.
Essa ocorrência destaca a importância da vigilância agropecuária nos pontos de entrada internacionais para evitar a entrada irregular de materiais biológicos. Sem documentação sanitária adequada e controle oficial, não há garantias técnicas sobre as condições sanitárias dos ovos transportados.
Fonte: gov.br
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