A diarreia neonatal representa um dos maiores desafios de saúde nas maternidades de suínos, com o rotavírus do grupo C (RVC) se tornando um agente viral de grande relevância. Informações recentes apontam para um aumento considerável na identificação desse vírus entre os leitões em fase de lactação, levantando preocupações significativas na suinocultura do Brasil.
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Tradicionalmente, o rotavírus do grupo A (RVA) era visto como o principal causador de infecções virais nessa fase inicial. Contudo, a ascensão do RVC evidencia a capacidade adaptativa deste patógeno. O especialista em doenças suínas, professor Luís Guilherme de Oliveira, comenta que o aumento do RVC está relacionado à sua biologia como um vírus de RNA altamente mutagênico.
Efeitos na saúde dos leitões
Com a imunidade das granjas fortalecida contra o rotavírus A, o rotavírus C conseguiu se estabelecer e proliferar. O rebanho atual enfrenta uma falta de resposta imune adequada, tornando-se suscetível a surtos severos, o que representa um desafio para os profissionais veterinários. O RVC causa diarreia devido à má absorção no intestino dos leitões, afetando especialmente os recém-nascidos durante as primeiras semanas de vida.
Os sintomas clínicos mais evidentes incluem diarreia aquosa e amarelada, além de uma queda no desempenho zootécnico. O RVC se espalha rapidamente entre as leitegadas.
O professor também ressalta a possibilidade de infecções mistas, onde o rotavírus C frequentemente se associa a bactérias e parasitas, tornando essencial um diagnóstico laboratorial preciso para garantir um tratamento eficaz.
Disseminação e medidas de biosseguridade
Pesquisas epidemiológicas recentes indicam que o RVC já está presente em quase todas as granjas brasileiras, independentemente do estado sanitário dessas propriedades. Essa ampla circulação evidencia falhas nas práticas de biosseguridade e reforça a urgência em revisar os protocolos de manejo para mitigar a pressão infecciosa nas salas de parto.
Para limitar a transmissão e reinfecção do vírus, as granjas devem adotar rigorosas práticas de manejo. Sem essas medidas, o ambiente pós-diarreia pode ficar extremamente contaminado, prejudicando tanto o bem-estar quanto o crescimento das próximas gerações de leitegadas.
Esse cenário não apenas configura um desafio sanitário significativo, mas também acende uma preocupação econômica devido ao impacto direto da diarreia neonatal na produtividade e nos lucros dos criadores.
*Com supervisão de Hildeberto Jr.
Publicado com apoio da inteligência artificial e revisado pela Redação Canal Rural.
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