O primeiro exercício simulado em Boa Vista, voltado para a preparação e resposta a surtos de arboviroses, ocorreu nesta terça e quarta-feira, dias 28 e 29. A iniciativa foi organizada pela Prefeitura em colaboração com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde (MS), com o intuito de identificar áreas de melhoria, prever cenários e assegurar uma reação ágil e coordenada da rede de saúde.
Ao longo dos dois dias de atividades, profissionais da saúde, abrangendo Atenção Primária, Atenção Especializada, assistência hospitalar, vigilância e laboratórios participaram de práticas teóricas e simuladas, focadas na avaliação do Plano Municipal de Contingência para Enfrentamento das Arboviroses e na simulação de diferentes cenários epidemiológicos.
Pedro Siqueira, superintendente da Superintendência de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), ressaltou que o evento oferece à prefeitura a oportunidade de avaliar a estrutura existente. Ele destacou a importância de reconhecer os pontos fortes e as áreas que precisam ser aprimoradas, alinhando as ações às diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela OPAS.
“Vamos elaborar um diagnóstico da nossa situação atual, considerando fatores epidemiológicos, demográficos, ambientais e a infraestrutura do município. Com essa análise, conseguimos identificar onde podemos avançar e incorporar as estratégias recomendadas pelo Ministério da Saúde e pela OPAS. Nosso objetivo é deixar Boa Vista cada vez mais preparada”, afirmou.
Vigilância contínua como prioridade
Em relação às ações permanentes executadas pela prefeitura, como o controle do mosquito Aedes aegypti e campanhas para conscientização sobre a eliminação de criadouros, o superintendente enfatizou que o combate às arboviroses demanda vigilância constante ao longo do ano.
“Muitas pessoas acreditam que as arboviroses estão associadas apenas ao período das chuvas. No entanto, pesquisas mostram que altas temperaturas aceleram o desenvolvimento do mosquito e do ciclo viral. Portanto, a prevenção deve ser uma atividade sem interrupções”, observou.
A importância da transparência na preparação
Giovannini Coelho, oficial nacional de Arboviroses e Saúde Ambiental da OPAS no Brasil, comentou que essa abordagem técnica fortalece o compromisso com a melhoria contínua dos serviços prestados.
“O município se destaca pela transparência ao abordar sua capacidade de resposta a um problema recorrente não apenas em Boa Vista, mas em todo o Brasil. Uma preparação eficaz é essencial para prevenir grandes epidemias e evitar fatalidades decorrentes dessas enfermidades”, declarou.
Jaqueline Oliveira, oficial técnica da OPAS para Rede de Laboratórios, também elogiou a mobilização promovida pelo município. Segundo ela, essa colaboração assegura que Boa Vista opere em conformidade com as diretrizes nacionais e boas práticas internacionais fundamentadas em evidências, fortalecendo a integração entre as instituições envolvidas.
“O Plano de Contingência de Boa Vista é bem estruturado, apresentando ações específicas para cada setor. O grande destaque é a mobilização do município em unir diferentes áreas para alinhar esforços com o Estado, o Ministério da Saúde e a OPAS”, concluiu.
Fonte: Da Redação
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