A primeira semana de agosto no mercado de soja brasileiro foi marcada por uma atividade comercial limitada e variações mínimas nos preços. Os contratos futuros na Bolsa de Chicago apresentaram leve queda, enquanto o valor do câmbio teve um aumento correspondente. Por outro lado, os prêmios se mantiveram estáveis.
Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos caiu de R$ 140 para R$ 139. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 134, e em Rondonópolis (MT), a saca foi cotada a R$ 127. No Porto de Paranaguá, o preço se estabilizou em torno de R$ 145.
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Com os preços mantendo-se estáveis, muitos produtores optaram por recuar nas negociações, especialmente após terem aproveitado a recente alta em Chicago, ocorrida em julho. Diante disso, os vendedores estão à espera de condições mais favoráveis para reingressar no mercado.
Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em novembro, que são os mais negociados, registraram uma queda acumulada de 0,42% ao longo da semana. Na manhã da sexta-feira (7), estavam cotados a US$ 11,82 1/2 por bushel. A previsão de chuvas nas áreas produtoras dos Estados Unidos e a diminuição do preço do petróleo no mercado global influenciaram negativamente os valores internacionais. A queda não foi mais acentuada devido à demanda da China pela soja americana.
O dólar comercial valorizou-se em 0,54% na mesma semana, sendo negociado a R$ 5,0961 na sexta-feira. Tanto o valor do dólar quanto os preços em Chicago mostraram grande volatilidade durante este período, dificultando a definição de uma tendência clara para os preços internos.
Avanços na Comercialização em Julho
Segundo um relatório da Safras & Mercado referente ao dia 7 de agosto, o Brasil já negociou 81,9% da produção projetada da safra 2025/26 de soja. Esse número representa um aumento significativo em relação ao relatório anterior datado de 3 de julho, que indicava apenas 71,5% das vendas realizadas.
No mesmo período do ano passado, a cifra era de 78,4%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 81,8%. Considerando uma safra estimada em 178,341 milhões de toneladas, já foram comercializadas aproximadamente 146,145 milhões de toneladas.
Para uma safra projetada de 180,089 milhões de toneladas, o relatório aponta uma comercialização antecipada correspondente a 20,2%, ou seja, cerca de 36,307 milhões de toneladas. No ano anterior neste mesmo período era registrada uma antecipação menor: apenas 16,8%, com uma média histórica também ligeiramente superior: 20,3%. O levantamento anterior indicava apenas um comprometimento de 13,9% até então.
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