Na última quinta-feira (30), a Polícia Civil de Roraima (PCRR) executou uma operação de fiscalização no bairro Raiar do Sol, em Boa Vista, onde apreendeu uma caminhonete que possuía registro de furto no estado de Minas Gerais.
A ação envolveu a inspeção de veículos desmontados, peças automotivas e a verificação de sinais identificadores. Durante o processo, foram realizadas consultas em sistemas de segurança para buscar informações adicionais sobre os veículos presentes.
Durante essa vistoria, os agentes descobriram a carcaça de uma caminhonete MMC/L200 Triton GLX D. Ao investigar o número do chassi, a equipe confirmou que o automóvel havia sido furtado em Minas Gerais em 2021.
A caminhonete já se encontrava parcialmente desmontada no local, e por isso foi apreendida pela equipe policial. Posteriormente, o veículo foi levado à Central de Materiais Apreendidos da Polícia Civil, onde ficará sob a custódia da autoridade competente para as medidas legais necessárias.
A coordenação da fiscalização foi liderada pelo delegado titular da DRRFVAT, Leonardo Michell, com o apoio de investigadores especializados e das equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) da Polícia Militar de Roraima.
Trabalho investigativo
O delegado relatou que a identificação do veículo foi resultado de um trabalho investigativo embasado em denúncias anônimas e levantamentos feitos pela equipe.
“Nossa investigação conseguiu mapear locais e pessoas envolvidas. A ação culminou na localização de um veículo com restrição, evidenciando a importância da colaboração da população e da atuação conjunta das forças de segurança”, declarou ele.
Além disso, o proprietário do local onde a caminhonete foi encontrada, um homem de 60 anos identificado pelas iniciais D.S.T., compareceu voluntariamente à delegacia para prestar esclarecimentos. Ele foi interrogado e agora será investigado por suspeita de receptação.
Durante seu depoimento, D.S.T. afirmou ter adquirido o veículo em abril de 2024 por R$ 15 mil de um indivíduo do Amazonas. Segundo suas declarações, a transação foi realizada por telefone e o pagamento efetuado via Pix.
Por fim, ele alegou que comprou a caminhonete com a intenção de desmanche e afirmou não ter conhecimento sobre a ocorrência do furto. As informações fornecidas passarão por análise durante as investigações em andamento.

